Onde está nossa Terabítia?


por Emir Pinho em Artigos / Principal / 20 de outubro de 2011

Onde está nossa Terabítia?

Por que será que todas as pessoas que sonham e que tem a imaginação ágil e fértil são consideradas esquisitas pelos comuns? O que há de mal em ser diferente dentro de um mundo de desiguais?

Comecei a pensar nisso, quando mais uma vez me flagrei derramando lágrimas ao assistir pela vigésima oitava vez o filme infanto-adulto-juvenil “Ponte para Terabítia”.

Filme: Ponte para Terabítia

Para os que não viram o filme, trata-se de uma história fabulosa, em que crianças estabelecem um novo mundo onde a imaginação é a força motriz para a alegria e para novos entendimentos das situações que envolvem o mundo real.

 

Escrito originalmente em 1977, o filme descreve a história de um menino humilde com uma grande vertente para a arte, e que por ser tratado com desigualdade pelo pai e pelos colegas, se enclausura em seus desenhos, fugindo de uma realidade rude e opressora. Também mostra uma menina moderna, recém-chegada da cidade grande e também “desajustada” dos modelos considerados normais, e que acaba formando o seu par ideal na construção desse novo mundo repleto de aventuras e da superação de limites.


O filme é cheio de cenas carregadas de emoção, retratando a pureza e a criatividade que as crianças colocam nas suas tarefas e em suas brincadeiras diárias. Mostra o brilho que a luz do sol oferece as armadilhas e as dificuldades que um bosque representa. Mostra a energia contagiante daqueles que fazem as coisas com amor. Mas por outro lado o filme também explicita quanto os pais e a sociedade podem ser opressores e diminuir o crescimento e o sucesso de jovens futuros adultos. Castrando-os do direito de sonhar e de tornarem sonhos em realidades.

A amizade estabelecida entre Leslie Burke (Anna Sophia Robb) e Jesse Aarons (Josh Hutcherson) consegue provar que tudo pode ser feito quando sonhamos, acreditamos e trabalhamos em equipe. Que os valores são muito mais essenciais do que os pré-conceitos e os pré-julgamentos. E além de tudo, que as emoções devem ser colocadas em primeiro lugar para que tenhamos a felicidade em atingir objetivos, mantendo a inocência e a pureza capaz de nos diferenciar de outros animais.

Pureza esta que pode ser realçada quando executamos com amor e com dedicação nossas atividades por mais simples ou mais difíceis que se apresentem. Mas que também pode ser maculada por uma frase de pessoas que a perderam com o passar dos anos.

Imagine você que há poucos dias atrás eu estava participando de um grande evento, ajudando alguns colegas, instruindo outros, colaborando com a organização sempre com a mesma alegria e energia com que me dedico aos amigos. Todos sabem o quanto sou elétrico e empolgado e até acelerado, segundo alguns amigos.    Pois eis que surge uma pessoa com muito mais experiência que eu e sugere que a minha forma rápida e emocionante de agir é porque “ palestrantes novos são assim, mas com o passar do tempo perdem a vontade de fazer as coisas, assim como a velocidade e o empenho”.  Essa frase me doeu no fundo a alma. Machucou profundamente o coração!

Um legítimo banho de água fria para quem está no auge da motivação!

Obviamente que não me deixei molhar com essa água gelada e mantive minha empolgação, até porque me senti mais provocado em provar o contrário. Conciliar com um comentário maldoso destes seria desmerecer não apenas o evento, mas as dezenas de pessoas que pagaram para participar do evento. Seria um tremendo desrespeito e uma falta de profissionalismo.

Além disso, faço questão de ressaltar que sou totalmente movido por grandes sentimentos de amor como descrevi num de meus primeiros artigos (https://www.consultordeseguranca.com.br/site/?p=357)… e amo muito o que faço. E justamente por isso tento fazer sempre o meu melhor.

Mas voltando aos pensamentos despertados pelo filme, fiquei imaginando quantas “Pontes para Terabítia” são erguidas por crianças cheias de expectativas e motivadas a construir seus próprios reinos e seus caminhos maravilhosos.           E na contramão quantos “adultos experientes” ceifam seus sonhos com o poder das palavras negativas e dos pensamentos mesquinhos?

Nada pode ser mais maldoso que oprimir sonhos. Nada pode ser mais dolorido que derrubar anjos, que cortar as asas de águias em crescimento. Nada pode ser pior que estimular o medo, a insegurança, a frustração e o sentimento de abandono.

Leonardo Da Vinci disse que “uma vez que você prove o voo, nunca mais você caminhará sobre a terra sem olhar para os céus, pois você já esteve lá, e para lá sua alma deseja voltar!”, portanto, não permita que seus sonhos sejam ameaçados. Sonhe! Sonhe muito e cada vez mais. Mantenha sempre viva a criança que há dentro de você.  Erga seus castelos, seus mundos maravilhosos e suas próprias Pontes para Terabítia… sem nunca perder a ternura!

 

 

 

Emir Pinho
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