Alegria, Alegria


por Emir Pinho em Artigos / Principal / 27 de dezembro de 2011

(Artigo publicado no Jornal Cúmplices da Utopia) de dos ex-Umespanos (União Metropolitana de Estudantes Secundarístas de Porto Alegre) Para ver mais clique aqui

Alegria, Alegria!

O quê te motiva na vida?

Sim, estou perguntando o quê realmente te motiva e te faz querer ser o vencedor ou vencedora diariamente?

O quê te faz acordar todos os dias e ganhar o mundo? Quais são as razões que te faz passar por cima de dificuldades, de problemas, de limites e se manter em permanente (R) evolução?

Eu costumo fazer essas perguntas para os alunos de meus cursos de desenvolvimento comercial e humano e também para os participantes de minhas palestras, sejam elas comerciais, técnicas ou motivacionais.

As respostas são as mais variadas e as mais distintas.  Para você que está lendo este breve artigo, saiba que já houve gente que respondeu que a maior motivação era o cachorrinho… o Tóbi! Tudo bem… não me cabe questionar. E acho muito válido, pois demonstra um grande amor pela integridade animal. Bem melhor do que as pessoas que maltratam os bichinhos! E mais ainda por aquelas que não conseguem nutrir um sentimento de amor por qualquer ser vivo, de duas ou quatro patas!

Mas a maioria das pessoas me apresenta foto dos filhos, foto da esposa, do marido… acho estranho porque até agora ninguém mostrou a foto da sogra (!)… mas vai saber, não é mesmo! E foi numa dessas que eu conheci o Tóbi, num vídeo feito por sua dedicada dona, auto apelidada de “Mamãe”, e que fez questão de registrar em vídeo as peripécias de seu “MicroMini Toy”.

Garanto para vocês, o bichinho era lindo… tão bonito que se colocássemos um par de asas, virava um morcego. Mas como “mãe é mãe”… o filhote sempre se torna lindinho, cutch, cutch…

Mas o mais importante não era o cusco em si, não era sua cara de projeto inacabado de cachorro. Era sim a essência da automotivação que aquele cão disparava em sua dona muito faceira.

Isso é o essencial! Pois todos têm (e quem não tem deveria ter) algo em suas vidas, motivos e motivações, que os permita ter desejos e forças para cumprir suas tarefas dia após dia. Para trabalharem, para acordarem todos os dias, para produzirem e para deixarem seus legados. Algo que façam essas pessoas levantarem suas bundas das cadeiras e conquistarem um novo terreno, um novo negócio, um novo amigo, um novo cliente, uma nova felicidade!

Nem sempre as motivações podem ser exemplificadas numa única pessoa, num único motivo de forma singular. Um exemplo bastante palpável e extremamente idealista de automotivação ampla e irrestrita foi a luta juvenil travada no período da ditadura militar no Brasil. Busquem na memória (ou no Google) as informações acerca deste período. Vocês verão que boa parte da “resistência” brasileira era formada e executada por jovens estudantes secundaristas e universitários.

Naqueles tempos, os jovens que se reuniam eram considerados subversivos, revolucionários, rebeldes. Para uma parcela idiotizada da sociedade esses jovens eram apenas baderneiros, mas para as autoridades que se habilitava na expressão da força, essa parcela ativista da juventude era tratada como bandidos perigosos. E muitas vezes eram eliminados das formas mais covardes e criminosas. Uma inversão, pois todos sabemos quem eram os bandidos de verdade!

E quais poderiam ser os motivos dos jovens que não concordavam com o cabresto e a prepotência dos “milicos” e dos repressores? E esses por sua vez, quais seriam suas reais motivações para chegar ao ponto de calar o povo pela baioneta, pela tortura, ou pela boca grudada no cano de escapamento de um jipe?

Realmente a rebeldia juvenil de outrora representava um perigo exponencial aos golpistas de 1964, afinal as ideias e o ideais são fortes o suficiente para mover não apenas montanhas, mas capazes de movimentar centenas de pessoas… até centenas de milhares de pessoas. Os ideais podem mover o mundo e alterar a rota.

Uma prova disso, em tempos atuais, foram as recentes movimentações sociais e as derrubadas das ditaduras arcaicas ainda existentes no Oriente Médio.

Outrora, os jovens necessitavam lutar em batalhas urbanas para tentar manter altiva a voz contra a tirania e contra o terror de ditadores. Era necessário alardear a inquietude juvenil para garantir direitos, agarrar com força para assegurar conquistas.

Se hoje temos alguns avanços, devemos em boa parte aos colegas e amigos que atuaram bravamente entre 1964 e o início dos anos 90. Eles foram essenciais e ainda hoje nos mostram o quão importante é a organização em torno das entidades estudantis e demais entidades de classe.

E quais eram suas motivações? O quê imaginavam quando preparavam marchas, passeatas ou greves? O que lhes era tão motivador ao ponto de colocarem em risco suas integridades e suas vidas? Muitos sucumbiram para o benefício de outros tantos!

Martin Luther King disse certa vez que “Se um homem não descobriu algo por que morrer, ele não está preparado para viver”. E aqueles colegas, bravos guerreiros estavam dispostos a tudo. A fazer o que tivesse que ser feito para garantir a liberdade do povo brasileiro e nos presentear com um futuro se não melhor, pelo menos mais justo e democrático, com avanços sociais e garantias de uma vida mais livre e justa.

Seja como for, se temos hoje, alguma liberdade de escolha, algum princípio do direito de liberdade e uma jovem democracia em pleno amadurecimento, devemos em boa parte aos jovens de outrora, que defenderam com unhas e dentes uma futura realidade para as gerações que se sucederam. Certamente a maior motivação que esses jovens poderiam ter em sua época, foi o sentimento de soberania dos povos, seus dogmas e ideais!

O que para uns se tornou motivo de vida, para outros se determinou como o decreto do fim de suas vidas. A única coisa certa que posso confirmar já recitando o grande comandante Che Guevara é que “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira”.

E ainda hoje os urubus voam por cima dos restos e dejetos abandonados no campo de batalha!

Para nós restou uma motivação: manter eternamente acesa a chama do ideal de justiça e de soberania da vida. Contra a exploração e contra o escravagismo inconsequente. Sem perder a ternura jamais!

Ahhh, sobre o título deste artigo, “Alegria, Alegria”, leiam escutando ao fundo, a musica interpretada por Caetano Veloso e vcs verão aquilo que eu continuo vendo até hoje! Que somos companheiros!!

Um gigantesco abraço e até breve!

Emir Pinho

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