Dia das mães


por Emir Pinho em Artigos / Principal / 13 de Maio de 2018

Hoje resolvi escrever para as mães, afinal o segundo domingo de maio é apontado comercialmente como sendo o dia das mães.

De verdade, não gosto muito desse tom comercial que alguém aplicou para homenagear as mulheres que são símbolos da maternidade, do amor incondicional, da procriação, do carinho, da multiplicação, da proteção, do resguardo, da preocupação e do cuidado.

Mesmo não concordando com o viés comercial, ainda consigo me resignar por entender que realmente elas merecem ter seu reconhecimento (até acho que deveria ser todos os dias, mas…).

Bem, quando eu começo a pensar em “Mãe”, logo me remeto para os meus tenros momentos da infância, quando tudo na vida se resumia a escola, futebol, vender picolé e questionar.

Sim, questionar!

Eu vivia me questionando os motivos pelos quais a minha mãe, Dona Celita, vivia me chamando na frente de meus amigos e colegas.

Ora era para ajudar nas tarefas de casa, ora para ajudar a cuidar de meus irmãos menores, ora era para entrar para casa e tomar banho, ora era para isso ou para aquilo.

Eu ficava indignado.

Achava as mães dos meus amiguinhos bem mais legais, pois elas deixavam seus filhos brincarem até tarde da noite na rua pobre onde morávamos. Nunca via uma delas chamar o filho para fazer os deveres da escola… Nem mesmo perguntar se havia tema de casa.

Também nunca presenciei que elas dissessem que seus filhos (meus amiguinhos e colegas) teriam que lavar louça ou ajudar a cuidar de irmãos menores.

Eu achava naquela época, que ela queriam que seus filhos vivessem livres e despojados de responsabilidades para “curtirem a vida”.

Quer algo melhor que isso para moleques de 7 ou 8 anos de idade?

Pois é, hoje, distante quarenta anos dessa época, eu revejo o filme da minha vida e me dou conta de quão importante foi a “chatice” da Dona Celita.

Dos meus antigos e livres amiguinhos e coleguinha, muitos caíram nos precipícios da droga e do crime. Outros já encontraram os muros e as grades… E mais outros já não vivem mais nesse plano.

Enfim, as broncas e as chamadas da Dona Celita, foram fundamentais para que eu pudesse enxergar as opções que a vida apresentou. E se não fosse por ela, talvez eu estivesse engrossando os percentuais de criminosos ou de viciados.

Eu poderia estar me drogando, roubando ou matando… Mas estou aqui. Estou aqui para executar minha missão em compartilhar conhecimentos e experiências. Missão por ajudar que outros também possam ser pessoas e profissionais melhores.

E por isso, eu agradeço a Dona Celita e às outras milhares de “Donas Celitas” que nunca desistiram de seus filhos e que fazem o possível e o impossível para que seus filhos e filhas também tenham a oportunidade de se construírem pessoas íntegras, responsáveis, honestas e decentes.

Por isso eu aproveito para agradecer (e homenagear) minha mãe por tudo que ela fez e pelo que ela representa na minha vida. Sem ela, certamente eu não estaria aqui e com absoluta convicção eu afirmo que não seria quem eu sou!

Muito grato mãe!

Feliz dia das mães para todas as mães, inclusive àquelas que não podem ser mães biológicas mas se superam na prática da maternidade integral!

Vocês merecem todo nosso carinho, nossa admiração, nosso respeito e nossa homenagem!


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