Nem só o Diabo Veste Prada


por Emir Pinho em Artigos / Principal / 25 de Fevereiro de 2012

Nem só o Diabo veste Prada

Depois que aceitei o honroso convite para rabiscar alguns artigos e integrar o timão de “midiáticos blog colunistas digitais” do CINEBusiness (http://www.cinebusiness.blog.br), minha mente e percepção incrivelmente se abriram para analisar e para enxergar muito além do que as películas mostram na telona, na telinha e no DVD.

Mas, ATENÇÃO: Não faça que nem certo ex-presidente brasileiro… não compre DVD PIRATA!!

Passei a analisar muito mais as questões que envolvem o cotidiano de nossas estruturas corporativas e nossas empresas, comparando-as e descobrindo ganchos cognitivos com o “miserê” do cotidiano. Enfim, passei a ligar as situações da “firma” com os inebriantes takes encenados de forma brilhante por atores e atrizes diversos.  E juro que inúmeras vezes desconfiei que os autores, roteiristas e diretores já trabalharam em algumas empresas pelas quais já passei, tamanha similaridade com esse cotidiano realista.

Diante dessa sagacidade fictícia (será mesmo?) noite dessas encarei um filme um pouco antigo, mas que carrega consigo um retrato quase infame da atualidade predatória de certas empresas consideradas como de altíssimo desempenho.

O Diabo Veste Prada é um filme americano de 2006, uma adaptação  cinematográfica do best-sellerliterário de  2003 de Lauren Weisberger com o mesmo título.

Realizado por David Frankel, esta comédia dramática conta com as participações de Meryl Streep e Anne Hathaway, bem como Emily Blunt, Stanley Tucci, a gaúcha Gisele Bundchen, Heidi Klum e Valentino, dentre outros), nos deparamos com uma brilhantíssima Meryl Streep desempenhando o papel de Miranda Priestly, uma gélida, devoradora, insensível, resignadamente triste e sistemática editora de uma famosa e importantemente tendenciosa revista de moda, Runaway Magazine, local onde uma imberbe moçoila, recém formada e politicamente correta jornalista Andrea “Andy” Sachs, interpretada pela belíssima e cativante Anne Hathaway, deseja estampar seus muito bem formatados textos e artigos.

O enredo se passa no disputadíssimo mundo predatório da moda, onde “lobas (e lobos) comem seus semelhantes” como forma de sobreviver e se destacar numa realidade plástica. É um tal de “mata-mata” permanente, onde as pessoas caminham com as nádegas encostadas na parede para não deixar o “seu na reta”. E nessa realidade, “Andy” tem que fazer muito de tudo para atender as vontades de sua “franco-atiradora” chefe quase psicopata piromaníaca.

Credo!!!

As situações trágicas e tensas se transformam num humor envolvente, gostoso e inteligente, fazendo com que torcemos ininterruptamente pelo sucesso de “Andy” que faz o possível e o impossível em busca da satisfação e do atendimento de ordens nada convencionais de Miranda, tais como providenciar uma edição de Harry Potter antes mesmo de sua publicação, sempre cercada pelas crises de consciência entre o certo, o errado e o justo na linda cabecinha da inocente jovem.

O filme tem de tudo! Mocinha correta (Anne Hathaway), galã rico (Simon Baker), galã pobre (Adrian Grenier), gays (entre eles Stanley Tucci), peruas (Emily Blunt), esnobes (Stephanie Szostak) e pessoas de destaque do high society que se misturam num ambiente envolvente e que prende nossas atenções do início ao fim do filme, sempre com os dedos torcidos pela vitória da mocinha heroína, que ao final do contexto, cai na real e num lampejo da razão joga tudo para o alto e decide retomar sua vida politicamente correta e tentar recuperar o amor ao lado do galã pobre. Não sem antes deixar sua “carrasca” abandonada em meio a vários compromissos tendo como palco a cinematográfica Paris.

Recomendo que vejam o filme, e se já o fizeram, vejam novamente, agora sob a ótica da análise corporativa. Enxerguem as várias nuances de aproximação com as motivações e as atitudes que muitos profissionais empregam como forma para alcançarem o sucesso em suas carreiras.

Em tempo, tentem localizar um feedback realmente positivo de Miranda… muitos chefes e gerentes irão se identificar!! – O que é uma pena, pois desconhecem o poder altamente positivo de um feedback construtivo e a vibe que ele pode proporcionar na equipe e nos colaboradores.

Deixo aqui uma referência especial ao excelente desempenho da personagem “Andy” que precisa se reinventar para conseguir cumprir metas e alcançar objetivos, às vezes até cometendo atitudes nem tão éticas, mesmo que sem intenção, mas de boas intenções o “inferno está cheio”!

Como que caída sem paraquedas num ambiente de tremenda competitividade, ela precisa usar de estratégia, de planejamento, de organização, de muita criatividade e de o triplo de automotivação para superar os percalços e as barreiras que ameaçam acabar com seu plano de “um emprego perfeito”. E por mais que isso pareça uma meta inicialmente inalcançável, com o passar do tempo a profissional se depara com a maior crise ética e com a terrível possiblidade de se tornar a nova herdeira monstruosa de sua “chefa”.  É nesse momento que o profissionalismo, que o bom senso de moral e de ética despontam e assumem a dianteira das decisões de nossa heroína.

Experimente ver esse filme com um bom pacote de pipocas e um copo de guaraná light… a pipoca vai esfriar e o guaraná perderá o gás. Pois será difícil desprender os olhos da telinha.

E se você notar uma, duas, cinco, dez ou mais de 20 situações parecidas com o quê acontece em suas empresas, peça ao mundo para parar e busque imediatamente apoio profissional, uma vez que hoje as empresas que realmente querem ter sucesso no mercado globalizado e altamente competitivo, devem criar ambientes completamente saudáveis e estimulantes para seus colaboradores e prestadores, sob pena de sucumbirem diante dos elevados níveis de estress e do altíssimo turnover, perdendo espaço, negócios e rentabilidades.

Ah! E não deixem de ler e acompanhar os demais ótimos artigos publicados aqui no CINEBusiness, mostrando que a Arte Imita a Vida Profissional, não necessariamente nesta mesma ordem!

Meu abraço sincero e carinhoso além de meu desejo de muitas ações para #reinventar suas posturas e atitudes profissionais.

Ótimos negócios para todos!

Ficha Técnica

Título Original: The Devil Wears Prada

Lançamento: 2006 (EUA)

Direção: David Frankel

Duração: 109 min

Gênero: Comédia

 


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