Se não reinventar, a casa cai! – Artigo do Emir


por Emir Pinho em Artigos / Principal / 28 de março de 2017

Atuo profissionalmente neste segmento há mais de 17 anos. E nesses anos, resolvi focar toda minha expertise e meus princípios empreendedores, estudando muito para a criação de conteúdos e conhecimentos que promovam a valorização dos profissionais, e ainda agregar inovação aos serviços executados por empresas que desejam atender as necessidades e os desejos daqueles que precisam de segurança e buscam nessas mesmas empresas, a tranquilidade para seus negócios, para suas famílias, para seus patrimônios e para suas próprias vidas.

É uma tarefa bastante difícil.

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Defender ideias de inovação num setor marcado pelo conservadorismo e pela resistência às mudanças é sempre uma atividade de riscos, mas também pode surpreender com resultados notáveis.

Para inovar, é essencial que estejamos sempre atentos às mudanças que o mercado apresenta. É preciso estar “antenado” e conectado aos anseios dos clientes, dos tomadores de serviços e dos usuários. Da mesma forma que é primordial manter nossas empresas atualizadas, treinadas e dispostas a fazer a diferença.

O momento que o mundo vive é nervoso. E a realidade que o Brasil atravessa é tão ou até mais crítico, pois não bastasse a intensa crise econômica que atingiu muitas empresas de todos os setores econômicos, também convivemos com uma perigosa crise política que estremece as bases republicanas, originando uma onda de sentimentos reformistas que deverão gerar alterações em todo o país, inclusive nos formatos dos negócios.

Testemunhamos mudanças no comportamento de clientes, de contratantes e de nossos possíveis “futuros clientes”.

Até que ponto isso tem alterado o modo de trabalho e de atendimento de nossas empresas? Até que ponto nossas corporações estão realmente dispostas a mudar suas práticas ultrapassadas para atender o mercado? Até onde os diretores, gestores e gerentes estão convencidos de que somente as empresas que se reinventarem estarão qualificadas para viver o momento de seus clientes e sobreviverem na guerra dos negócios?

A realidade é que o mercado mudou significativamente. Hoje não chamamos mais um táxi comum. Acessamos os carros do Uber e recebemos as vantagens que ele pode oferecer, tais como água, revistas, balas, conforto e ar-condicionado.

File illustration picture showing the logo of car-sharing service app Uber on a smartphone next to the picture of an official German taxi sign

 

Nada que os táxis convencionais não possam oferecer, mas nunca fizeram até então.

Vejam quantas coisas mudaram nos últimos anos:

  • Tomar um cafezinho no “boteco” da esquina, foi substituído por uma máquina de café que prepara o seu sabor preferido, em poucos segundos pelo uso de um sachê;
  • A TV paga perdeu clientes para o Netflix, Amazon Vídeo, Crackle e para o recente Google Play Filmes;
  • O telefone fixa, quase sumiu, diante do telefone IP e do uso da telefonia celular;
  • Ligações e SMS’s são substituídos por áudios e mensagens do WhatsApp e do Telegram;
  • Agências bancárias diminuíram e em breve serão menos ainda. Crescem os serviços online e o nascem os bancos digitais, como o Neon, Original e Sofisa;
  • Lojas físicas são substituídas por hiperlojas online;
  • Restaurantes estão perdendo para os Food Truck’s;
  • Profissionais de Asseio e Limpeza podem ser contratadas pelo app do Blumpa;
  • Enciclopédias inteiras abolidas pela ferramenta que além de não oferecer limites de armazenamento desses conteúdos ainda permite atualiza-los imediatamente. Essa ferramenta se chama Google;
  • O seu “Querido Diário” de infância, foi totalmente substituído pelas redes sociais. E todos os seus clientes estão lá também!
  • Fechaduras já não fecham mais por chaves, mas por “gadgets” que funcionam por conexões wireless;
  • Porteiros estão sendo substituídos por Portarias Remotas em todo o Brasil;
  • A realidade Virtual é mais realista e mais perfeita a cada dia. Que digam isso os usuários do Gear VR (Samsung) e do Oculus Rift (Facebook).

E a segurança privada e eletrônica sofre influência por todas essas mudanças.

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– O que estamos fazendo para acompanhar essa evolução?

A maioria das empresas ainda faz a mesma coisa como há 10, 20 e até 30 anos atrás.

Empresas de monitoramento continuam sendo reativas. Empresas de vigilância ainda focam suas atividades apenas na presença de homens, mesmo diante de sua suscetibilidade ao erro de alto custo e às falhas.

Ouso dizer que os nossos negócios precisam mudar para sobreviver!

Distribuidores de equipamentos de segurança deverão se reinventar para manter sua participação no mercado. Afinal é cada vez maior o número de fabricantes que criam canais de vendas diretas para integradores ou até para usuários finais. Precisam deixar de ser meros “intermediários” de marcas X, Y ou Z e fazer jus à sua permanência na cadeia comercial.

Empresas de monitoramento terão que evoluir para provar seu valor aos clientes e usuários. O aumento do número de pessoas que “auto monitoram” suas estruturas força essa evolução. Além de que, o monitoramento tradicional como conhecemos, perde sua importância diante da pouca eficiência e dos limitados poderes de atuação proporcionados pela também ultrapassada legislação.

Empresas de vigilância e serviços deverão sofrer as maiores mudanças, principalmente porque seu principal “produto” sofre o com a imensa carga de impostos e insumos, o que eleva seus preços às alturas, tornando-o inacessível para os contratantes. Basta ver como os serviços de Portaria Remota têm crescido em todo o país, trocando a presença de homens por sistemas que custam bem menos e oferecem o controle e as informações suficientes para se desenvolver gestão e auditorias.

Enfim, a “Segurança” precisa mudar! Não apenas migrar para novas tecnologias, mas reinventar conceitos e realmente criar inovação na execução de serviços e no desenvolvimento de soluções que tenham como meta atender plenamente o mercado consumidor.

É necessário se reposicionar para conquistar o respeito, gerar relevância na relação com o mercado e ter Alta Performance para que os serviços e produtos não sejam vistos como um custo, mas sim como um investimento e um incremento nos negócios de quem nos contrata.

Só quem estiver disposto a reinventar seu papel e sua presença no mercado, poderá ver isso acontecer.

Ainda não é tarde para começar!


 

brilho_nos_olhosEmir Pinho, é Consultor de Empresas de Segurança e Vigilância, formado e Especializado em Gestão de Segurança Privada, Palestrante e Treinador de Equipes. CEO da EMP Consultoria e Treinamentos Empresariais, criador do site www.consultordeseguranca.com.br e recebe suas mensagens pelo e-mail [email protected] e pelo WhatsApp 51 99967 3306.

 


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