Artigo de Marcos Sousa: Qual é seu status?


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 31 de Março de 2011

Qual é seu status?
Tudo começou em 1996 quando surgiu o ICQ. Num laboratório de computação na universidade de engenharia vi, pela primeira vez, um colega do meu lado conversando com um amigo na Europa. Bastava digitar uma mensagem na tela, aqui no Brasil, para que outra pessoa a quilômetros de distância lesse aquela mensagem e respondesse logo em seguida. Por que ICQ? A sigla “ICQ” é um acrônimo feito com base na pronúncia das letras em inglês “I Seek You” (Eu busco você, em português). No Brasil foi logo batizado de “i-ce-quê”. 

Todos achavam aquilo fascinante, principalmente, alguns “nerds” que tinham dificuldade de se relacionar pessoalmente com as pessoas, especialmente, com as mulheres 😉 (símbolo precursor dessas carinhas ou emoticons que usamos hoje em dia. Digite essa seqüência no MSN e veja o que aparece). Criaram esses símbolos malucos para representar diferentes estados emocionais de quem digitava. Como os entendíamos? Víamos um rosto deitado de lado esquerdo (olho, nariz e boca). Se alguém digitasse 🙁 queria mostrar que ficou triste, enquanto 🙂 era felicidade… Bons tempos!

Logo surgiram os grupos e fóruns de discussão. Depois surgiram os blogs e os atuais sites de relacionamento que bombam até hoje na Internet: Orkut, Facebook, Linkedin. Sem falar também nos mais recentes microblogs como o Twitter. Mas o tal programa de mensagem instantânea ainda povoa nosso universo virtual. Tanto que a maioria das redes de relacionamento mantém essa funcionalidade.

Por que as redes sociais são um fenômeno? Porque o ser humano é um ser social, gregário, comunitário e busca identificação e interação com algum grupo, comunidade ou família. Ele não consegue ficar sozinho ou isolado por muito tempo. Termina enlouquecendo. Afinal, com quem ele vai compartilhar suas vitórias, conquistas, derrotas, fotos do bebê recém nascido, da viagem para Europa, do carro novo que comprou, dos seios turbinados com silicone, da escova progressiva…? Não podemos, claro, deixar de destacar a importância das redes para troca de informações entre pesquisadores de universidades, troca de notícias, registro de reclamações, impunidades e até destituição de ditadores.

Já que estamos falando de redes sociais, vou fazer uma analogia com o status que usamos nesses programas de mensagens instantâneas e a situação atual que muitas pessoas estão vivendo no mundo real, e não somente no virtual.

Invisível– Aquele que está oculto, ou não está nem aí para nada, nem para ninguém, seja no mundo real ou virtual. Vive fechado em si mesmo, isolado de tudo e de todos. Não quer que ninguém “encha o saco” dele. Alguns reclamam de tudo e sentem inveja de quem alcança o sucesso. Enfim, é o tal “não conte comigo para nada”, inclusive, nas relações amorosas. Tenho uma amiga que me disse que hoje homem de verdade é uma espécie invisível.

Você já deve ter encontrado algum garçom indisponível. Eles dizem: “Essa mesa não sou eu que atendo”. Ou um vendedor que nunca responde suas ligações e solicitações. Ou você tenta discar aquele 0800 que as empresas “disponibilizam” para falar com o SAC. O que você ouve? “Esse serviço está indisponível para capitais”. Enfim, totalmente indisponível, totalmente invisível.

Ausente– Esse é aquele que está lá, mas não está, ou simplesmente não está lá quando você está. Mas quando você não precisa, ele está sempre lá. Muitas vezes não estão mesmo, embora estejam com vontade de participar do grupo e colaborar com os outros. Nas relações amorosas, estão fisicamente presentes, mas emocionalmente ausentes.

Quantos maridos e esposas estão ausentes uns com os outros há anos? Quantos pais não participam da vida e educação de seus filhos? Na hora que seus amigos e familiares mais precisam eles estão ausentes. Sabe quando você vai a uma loja ou estabelecimento onde não tem ninguém para te atender? Então, estão ausentes. Experimenta também procurar um funcionário de companhia aérea em dia de caos aéreo.

Ocupado– Essa turma merece nosso perdão, ajuda e respeito. Trata-se daqueles que correm o dia todo para um lado e para outro, muitas vezes sem ter aonde chegar, muitos sem objetivos e foco. Estão cheio de trabalhos, ocupações e compromissos. “Tô cheio de coisas aqui. Não tá vendo?”. Estão a ponto de voar no pescoço de alguém. Cuidado! A ala de pacientes cardíacos está cheia deles. Perdem a vida correndo atrás de algo que nem sequer sabem o que é e se seria bom para eles. A questão não é no que você está ocupado, mas por que você está tão ocupado?

O filho quer brincar com os pais, mas eles estão ocupados. Por quê? Sua mãe tem infinitas jornadas (esposa, filha, mãe, trabalhadora, doméstica…). Seu pai não trabalha para viver. Ele vive para trabalhar. Quer encontrar gente ocupada? Vai a uma loja daquelas que fazem saldão de produtos em janeiro. Ou tente falar com algum funcionário de banco no início do mês… Tenho um amigo no MSN que eu nunca vi seu status diferente de ocupado em cinco anos de vida.

Disponível– Muitos dizem que esse é o status dos que não tem muito a fazer, como palestrantes, consultores e escritores de artigos. Costumo dividi-los em dois grupos: aqueles que estão disponíveis porque não tem mesmo muita coisa para fazer e aqueles que sabem organizar bem seu tempo, reservando alguns minutos ou horas para ajudar os outros e atender quem precisa de sua atenção. Esse segundo grupo é aquele dos que “sempre se dá um jeitinho para te atender”.

O mundo está tão louco e acelerado que hoje é feio e vergonhoso dizer que está disponível. Se você entra numa loja e vê um monte de vendedores de braços cruzados esperando para te atender, acha logo que a empresa está falindo. Você estranha ver pais brincando com seus filhos nos parques e praias no meio do dia. Pensa: “Esse é rico, vagabundo ou tá de férias”. Outro dia fiquei assustado porque consegui autorizar um exame médico em 3 minutos. Trata-se de uma espécie cada vez mais rara e em extinção. É uma espécie a quem faço questão de pertencer.

Lembrando o significado do ICQ, eu busco você! Você está aí? Grito para todos os cantos: Sim. Estou disponível. Siga-me! Ah! Quer me seguir no twitter? Anota aí: @marcosysousa. Procuro estar disponível não só nas redes sociais, como na vida real. Por quê? Desacelerei e estou aproveitando para viver o que a vida tem de melhor para ser vivido. Descobri que a vida é uma caixinha de surpresas que acaba sem surpresas num caixão fechado! E se lembre de que caixão não tem gaveta. Esteja disponível não só para a vida, como para seus filhos, pais, família e comunidade. Você não veio ao mundo para ficar 24 horas por dia invisível, ausente ou ocupado!

Eu busco você!
30/03/2011

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Aguardo seu contato!
Marcos Antonio de Sousa, graduado em Engenharia Eletrônica e MBA em Administração de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialista em vários cursos nacionais e internacionais de vendas para o mercado de segurança eletrônica. Practitioner em PNL (Programação Neurolinguística). Atua como consultor de Marketing, Vendas e Estratégia Empresarial para as empresas do ramo de segurança. Consultor da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE). Colunista da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG). Palestrante nos principais congressos, simpósios e eventos de segurança eletrônica e privada do país. Articulista nas revistas Proteger, Segurança & Cia, Venda Mais, Infra, SESVESP e Higi Press (ABRALIMP), Jornal da Segurança e Jornal SegNews. Autor dos livros: Vendendo Segurança com SEGURANÇA e CONFIDENCIAL – Coletânea de Artigos Sobre Segurança.

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