por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 11 de setembro de 2008

VEÍCULOS

Carro furtado vira moeda para compra de crack

Automóveis são levados para o Paraguai ou têm as peças revendidas

Viciados em crack estão no esquema que resulta no grande número de carros furtados na Capital. A informação é do delegado Heliomar Franco, da Delegacia de Roubos de Veículos (DRV). O delegado diz que é comum receptadores comprarem carros com pelo menos 10 anos de anos de uso por valores muito baixos, para adquirir a droga.


Um receptador indiciado pela DRV revelou ter comprado por R$ 40 um carro furtado. O ladrão queria dinheiro para comprar crack.


Segundo o delegado Heliomar, os maiores prejudicados pelo furto são os mais pobres, que não têm condição de fazer seguro _ devido ao alto valor cobrado pelas seguradoras para carros mais velhos.


O delegado estima que os veículos mais procurados pelos ladrões são os fabricados nos anos 90. É que esses carros não são mais fabricados, as peças ficam mais raras no mercado e aumenta a procura.


No roubo, os carros novos e mais potentes são levados pelos assaltantes com uso de violência. Muitas vezes, são usados em roubos a banco ou carros-fortes.


_ Muitos veículos são encomendados. Se o ladrão quer um determinado modelo naquele momento, não há dispositivo de segurança que o impeça _ reconhece.


Conforme o delegado Heliomar, além da venda em ferros-velhos da Capital e Região Metropolitana, os veículos são levados ao Paraguai para abastecer o mercado de peças irregulares naquele país.


_ Há um grande número de carros antigos no Paraguai, e eles precisam de peças de reposição.


Enquanto isso, um aparelho de CD, um dos itens mais visados, é vendido por R$ 10 ou duas pedras de crack, moeda corrente no mundo do crime. Heliomar diz uma investigação está em andamento para prender as qua drilhas.


Um auxiliar de expedição, que prefere não se identificar, foi mais uma das vítimas dos bandidos. Dono de um Passat ano 1981 teve o carro furtado no dia 5, na frente da empresa onde trabalha. Como o veículo não tinha seguro, amarga o prejuízo de perder a condução que o levava para o trabalho.


Morador do bairro Sarandi, em Porto Alegre, leva a filha de ônibus diariamente para a casa da avó e depois vai para o trabalho. Com o Passat, fazia o trecho em pouco mais de uma hora.– Agora levo duas horas – lamenta o auxiliar.


jose.barros@diariogaucho.com.br

JOSÉ AUGUSTO BARROS


Tags:


Eu quero mais artigos como este!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.