A importância de contratar profissionais treinados


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 15 de janeiro de 2009

A importância de contratar profissionais treinados

Um crime ocorrido recentemente em uma loja na cidade de São Paulo, que envolveu a participação de um vigilante, tem colocado em evidência a necessidade de um critério mais rigoroso na contratação desses profissionais. Um segurança do estabelecimento desconfiou de Alberto Nilfort Junior, que havia comprado um colchão. Após uma discussão entre os dois, o cliente foi assassinado.

O fato ainda levantou a polêmica da necessidade do segurança portar ou não uma arma de fogo. Para Irenaldo Pereira Lima, diretor do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transportes de Valores do Distrito Federal (SINDESP/DF), o papel do vigilante é assegurar o patrimônio de uma empresa. O policiamento ostensivo deve ficar a cargo da Polícia Militar. “Para fazer um trabalho de qualidade, o profissional da área não deve discutir com o cliente, precisa saber abordá-lo caso haja necessidade e, principalmente, não pode usar da violência”, considera.

Segundo Irenaldo, para evitar contratar pessoas que possam ter atitudes destemperadas, é imprescindível escolher empresas habilitadas pela Polícia Federal. “Optar por profissionais que atuem de acordo com a lei é o primeiro passo para garantir que o serviço seja executado com responsabilidade e, claro, combater a clandestinidade”, argumenta.

Lima afirma que o ocorrido em São Paulo demonstrou não apenas um despreparo técnico do vigilante, mas um desequilíbrio emocional. “É importante evitar generalizações. Alguns exemplos não podem servir de parâmetro para todo um setor que, só no DF, emprega mais de 14 mil vigilantes devidamente autorizados pela Polícia Federal para atuar no mercado”, considera.

Ele ressalta que o uso da arma também não pode ser indiscriminado. “Há critérios para a vigilância armada. Geralmente, usa-se o armamento para proteger transporte de valores, realizar segurança pessoal ou escolta. O vigilante não deve circular com a arma na cintura dentro de shopping, supermercado, hospitais e lojas, por exemplo”, afirma.

O diretor do SINDESP/DF não descarta a possibilidade de o vigilante abordar algum cliente de uma loja. Mas o trabalho não deve expor a pessoa. “Se houver alguma suspeita, o segurança deve levar o cliente para um local reservado, de preferência, com a presença de alguém responsável pelo estabelecimento comercial”, diz.

O grande problema do setor ocorre pelo grande número de seguranças clandestinos em atividade. Estimativas do SINDESP/DF indicam que devem exixtir cerca de 30 mil pessoas atuando na atividade de forma ilegal. “Há a necessidade urgente de combater essa prática, pois os clandestinos não têm condições de traçar um plano adequado para realizar uma segurança de qualidade”, alega.

A definição do tipo de segurança a ser feita vai depender do tipo de trabalho e da localidade. E, de acordo com Irenaldo, não há como estabelecer esses parâmetros sem um planejamento, que deve ser realizado por uma empresa especializada. “Existe dentro da empresa a figura do gerente operacional, justamente responsável pela estratégia que deverá ser adotada para garantir a qualidade do serviço prestado e impedir condutas e atitudes que comprometam a segurança da população ou do próprio vigilante”, completa.

Para impedir que casos como o ocorrido na loja da grande São Paulo aconteçam, o contratante também deve se certificar quanto à idoneidade da empresa e, conseqüentemente, do vigilante que irá executar o serviço. “As empresas, por exemplo, trabalham com profissionais devidamente treinados, cientes da importância de sua função e das conseqüências de seus próprios atos. Indico que, antes de assinar qualquer contrato, o cliente faça uma pesquisa, avalie a estrutura e o histórico da empresa. Se necessário, consulte a Polícia Federal para ter certeza de que a empresa tem autorização para atuar no mercado”, conclui o diretor do SINDESP/DF.

Irenaldo admite que a legislação atual que regula a atividade precisa ser revista. “Mas a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), em conjunto com os sindicatos filiados, tem trabalhado para aprovar um Projeto de Lei no Congresso Nacional que vai trazer atualizações importantes para o fortalecimento do setor”, diz. 

Dzai


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