A longevidade de um crime


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 16 de novembro de 2006

Crime
A longevidade de um crime
por HUMBERTO TREZZI
As autoridades anunciaram como uma das prioridades de 2006 o combate ao furto e ao roubo de veículos. O resultado: o crime cresceu 27% em Porto Alegre. O que falhou? É necessário reconhecer que muitas das ações não dependem apenas da boa vontade da Secretaria da Justiça e da Segurança (SJS).
As seguradoras há anos cogitam se adequar a novas regras para leilões, mas a providência fica só nas intenções. As montadoras poderiam fornecer às autoridades um banco de dados com números-chave para a identificação das peças, o que não acontece. Existem, porém, providências que caberiam ao poder público e não foram tomadas. O que dizer da falta de fiscalização de ferros-velhos por parte da prefeitura? Bastaria encontrar uma peça roubada entre as milhões existentes num sucateiro para fechar o estabelecimento.
Na prática, pouco se fiscaliza e nenhum permanece fechado. Não seria o caso de blitze constantes? No terreno das boas intenções ficou o aumento no número de funcionários da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. Os concursos para agente da Polícia Civil atrasaram, mas fica a pergunta: não seria possível remanejar servidores?
O cidadão se questiona também se BM e Polícia Civil têm trocado informações sobre ladrões de carros. São dilemas que ingressarão no novo ano, já sob gestão de Yeda Crusius. ( humberto.trezzi@zerohora.com.br )
Fonte: Jornal Zero Hora de 14 de novembro de 2006. Edição nº 15058

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