Advogado é morto em frente ao seu escritório


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 19 de novembro de 2008

19 de novembro de 2008 N° 15794 Jornal Zero Hora

MISTÉRIO NA CAPITAL

Advogado é morto em frente ao seu escritório

Eduardo José Baum Salomon 54 anos foi atacado no início da manhã na Rua Felipe Neri no AuxiliadoraA rotina de violência com furtos e roubos de veículos na Rua Felipe Neri foi amplificada ontem pela manhã com um crime que chocou o bairro Auxiliadora, região nobre da Capital. O advogado e engenheiro civil Eduardo José Baum Salomon, 54 anos, foi assassinado a tiro, ao descer do seu Corolla, em frente ao escritório.

O criminoso, um jovem aparentando 20 anos, atirou no abdômen da vítima e fugiu a pé sem levar nada. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios, mas pairam dúvidas sobre a motivação do crime. Seria uma execução ou uma tentativa de roubo?

– Ainda não posso dizer o que ocorreu. Acho que não se trata de execução, porque, se fosse, o autor teria desferido tiros numa região vital. A hipótese mais forte é de um assalto malsucedido, no qual a vítima pode ter reagido – afirmou o delegado Rodrigo Bozzetto.

Sócio de Salomon no escritório, o advogado Carlos Eduardo Bravo Cassales, que estava em viagem pelo Interior, também acredita em tentativa de roubo.

– Ele não tinha inimigos – garantiu Cassales.

Salomon foi atacado às 7h30min, horário que habitualmente chegava ao trabalho, instantes depois de estacionar o carro na Felipe Neri, no lado oposto ao prédio de cinco pavimentos onde tinha um escritório no terceiro andar. Conforme funcionários do prédio, Salomon não costumava ficar no escritório e por isso não usava a garagem do condomínio.

Criminoso desprezou pertences da vítima

Com uma pasta e as chaves do Corolla nas mãos, o advogado cruzou a via e seguia em direção ao portão do edifício quando foi interpelado pelo assassino. O bandido teria surgido por trás de um contêiner, a 20 metros do prédio.

Armado possivelmente com um revólver, o bandido se aproximou da vítima e disparou. O advogado tombou sobre a pasta, e as chaves do carro ficaram ao lado. Sem se interessar pelos pertences da vítima, o bandido saiu correndo em direção à Rua Freire Alemão.

Salomon foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ao Hospital de Pronto Socorro, mas morreu minutos depois.

– É difícil acreditar. Jantamos juntos ontem (segunda-feira) – lembrou o jornalista Luiz Roberto de Oliveira Junior, um dos amigos do advogado que foram ao hospital ao saber da morte.

joseluis.costa@zerohora.com.br
JOSÉ LUÍS COSTA

A vítima

> Natural de Porto Alegre, Eduardo José Baum Salomon, 54 anos, era engenheiro civil e advogado
> Por 18 anos, entre 1979 e 1997, trabalhou na Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Com a criação da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, em 1997, passou a fazer parte da nova estatal
> De janeiro de 1992 a abril de 1994, durante o governo Alceu Collares, foi diretor de Transmissão da CEEE
> Em 2002, formou-se advogado pela Ulbra e atuava na área do Direito de Família e Tributário
> Definido por amigos como uma pessoa alegre e de bem com a vida, gostava de viajar, aventurando-se em expedições pela América Latina, em especial, Peru e Chile
> Integrante havia cinco anos da loja maçônica General Moreira Guimarães do Grande Oriente, na Capital, era secretário da entidade
> Salomon era casado com a juíza de Direito Martinha Terra Salomon e deixa duas filhas de 17 e 21 anos


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