Aposentado da Polícia Federal


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 19 de novembro de 2008

19 de novembro de 2008 N° 8261 Diário Catarinense

Apreensão
Aposentado da PF utilizava carro clonado

Ex-escrivão circulava há 10 anos com Tempra pelas ruas da CapitalHá 10 anos, o escrivão aposentado da Polícia Federal e ex-gerente judiciário (cargo comissionado) da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SC), Vítor Hugo Hartmann, 53 anos, circulava por Florianópolis com um Tempra, com placas de Brasília-DF, clonado. O veículo que está regularizado é de Brasília (DF).

O carro foi apreendido na madrugada do dia 3 deste mês na Praia dos Ingleses, no norte da Ilha.

Familiares da vítima, que não quiseram se identificar, confirmaram que o proprietário do automóvel recebeu três multas do veículo clonado. O automóvel foi localizado por coincidência: um parente da vítima reside na região.

– Ele (ex-escrivão) veio até a delegacia e prestou depoimento. Como não tinha antecedentes criminais e não ficou caracterizado dolo (má-fé), não fiz o flagrante. Mas havia algumas multas e mandei tudo para a 8ª delegacia, onde o titular solicitou as perícias e vai tomar as medidas cabíveis – explicou a delegada Maria Carolina Caldas, da Central de Polícia da Capital.

Uso só liberado para sucata

Além das numerações dos vidros raspadas, o veículo não possui o lacre do Detran.

O depoimento do policial federal aposentado foi encaminhado à 8ª Delegacia de Polícia e aguarda o retorno das férias do delegado Fabrício Dias, que deve abrir um inquérito policial.

Hartmann afirmou que trabalhava em um setor do Ministério da Justiça que controlava os bens apreendidos em favor da União.

Com isso, ele conseguiu comprar o Tempra em um leilão, realizado em 1998, em São Paulo. Ele trouxe o carro para Santa Catarina e, desde então, circulava com o automóvel clonado.

– Tentei regularizar a documentação no Detran e descobri que só poderia utilizar o carro como sucata. Como quase não usava, fui deixando ele de lado e não tinha a menor idéia que havia outro veículo com a mesma placa. Eu já comprei ele assim. Tanto que estou disposto a pagar pelas multas – justificou o aposentado.

Hartmann também admitiu que adquiriu o veículo com as numerações do chassi raspadas. Ele apresentou a documentação da compra do automóvel no leilão.

O escrivão aposentado exerceu um cargo comissionado na Secretaria da Segurança Pública nos anos de 2003 e de 2004.

– Não sabia que estava com um veículo clonado. Eu achei que estava cometendo somente uma infração de trânsito porque o carro não está regularizado – alegou.

MICHAEL GONÇALVES
Qual é o crime?
> Art. 311 – Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento: reclusão de três a seis anos, e multa
> Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela, a pena é aumentada de um terço.
> Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado, fornecendo indevidamente material ou informação oficial.
Fonte: Código Penal
Nota do Emir: Com o sistema de rastreamento veicular, os veículos são facilmente localizados, o que permite sua recuperação e poupa prejuízos, como os que foram apresentados na matéria do Diário Catarinense.


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