Arrastão em condomínio no Moinhos


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 11 de março de 2007

Roubo
Arrastão em condomínio no Moinhos
Cerca de 20 criminosos saquearam ontem quatro apartamentos
JOSÉ LUÍS COSTA

Usando uniforme dos Correios e com uma encomenda nas mãos, um bandido deu início a duas horas e meia de terror a 11 pessoas, entre moradores e empregados de um condomínio ontem de manhã, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O ataque envolveu cerca de 20 criminosos – sete homens e uma mulher entraram no prédio armados com pistolas, metralhadora e granada.
Eles saquearam quatro das cinco moradias do Edifício Juno, prédio com um apartamento por andar na Rua Tobias da Silva. Antes de fugir, o bando disse que a suposta encomenda seria uma bomba.
Para entrar no edifício, o falso carteiro se apresentou ao porteiro com uma caixa de papelão embalada em papel pardo, dizendo que era um Sedex para um dos moradores do quarto andar. A caixa media cerca de 60 centímetros e tinha etiqueta dos Correios com o nome do destinatário.
Por causa do tamanho do pacote, o porteiro abriu um dos dois portões de acesso ao saguão. Foi dominado pelo entregador e por mais dois homens que apareceram com pistolas nas mãos. O trio abriu o portão da garagem, liberando a entrada de quatro carros da quadrilha. A maioria deles vestia bermuda e camiseta, mas um usava terno e gravata.
A segunda vítima foi uma empregada, que havia descido para apanhar a encomenda. Arrastada pelos cabelos, a mulher foi obrigada a retornar ao quarto andar e abrir o apartamento. O dono da moradia, que havia descido até a garagem, voltou, na mira de outros bandidos.
– Mandaram eu, a outra empregada e o filho do patrão para o quarto do casal e começou a tortura, perguntando por dinheiro. Arrancaram fios de luz, ameaçando dar choque e atirar nos joelhos da gente. Depois, me derrubaram no chão com um soco no rosto – contou a cozinheira, sem se identificar, com o uniforme sujo de sangue depois de medicada no Hospital de Pronto Socorro.
Moradores e funcionários foram agredidos com tapas e empurrões.
– Diziam para não olhar para eles. O que tinha a metralhadora falou que, se algo saísse errado, voltaria para matar todo mundo – lembrou uma empregada, sem dizer o nome.
Homens em três carros teriam dado proteção ao bando na rua
Os bandidos obrigavam as vítimas a bater à porta dos apartamentos dos vizinhos para facilitar a invasão. À medida que as pessoas eram dominadas, iam sendo levadas ao quarto andar, onde todos ficaram trancados no quarto do casal. O bando bebia cerveja e limpava gavetas de armários, estantes, roupeiros e closets.
O assalto começou às 8h30min e só terminou às 11h. Além de dinheiro e jóias, o bando levou laptops, TVs, aparelhos de DVDs e roupas, algumas delas usadas na hora da fuga.
A ação teria a proteção de comparsas com radiocomunicadores. Três Gol, cada um com três homens, foram vistos circulando em frente ao prédio, que não tem câmeras.
As vítimas tiveram de ficar parte do dia na rua, por causa da suposta bomba. O prédio teve de ser evacuado, e a quadra, isolada. Foi acionado o esquadrão antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Às 15h40min, os PMs abriram a caixa com um cordel explosivo e encontraram dentro um tijolo velho.
O crime é investigado pela 3ª DP.
– Trata-se de profissionais – comentou o delegado Abílio Pereira.

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