Artigo de Marcos Sousa – Chegou a minha vez!


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 8 de janeiro de 2009

 

Chegou a minha vez!

Chegamos a mais um início de ano em nossas vidas. Momento de zerar o odômetro, começar mais uma vez e construir um novo amanhã. Muitos já anunciam um cenário futuro nada animador, em virtude da crise econômica global que se avizinha. Se por um lado já sabemos que o céu não será mais de brigadeiro, nem o mar tão tranqüilo como antes, por outro, sabemos que é hora de recomeçar e tentar algo novo, ou a mesma coisa de outro modo.

 
 

No entanto, por que alguns anos parecem iguais aos anteriores? Quem faz de um ano novo a repetição do(s) ano(s) anterior(es)? Costumo conviver com muitas pessoas em meus treinamentos, consultoria e viagens. Ouço muitas histórias de sucesso, mas centenas de fracasso ou inércia. Digo sempre que começar um novo ano é literalmente iniciar uma nova trilha ou estrada em sua vida. Caso contrário, você é um trem que andará sobre os mesmos trilhos de sempre, passará pelas já conhecidas paisagens e chegará ao mesmo destino, no próximo final de ano.

 
 

O desafio não está só em começar uma nova trilha, mas em persistir nela. Afinal, muitos desistem já no primeiro mês, ou diante da primeira grande dificuldade. Cito como exemplo aqueles que sempre prometem que vão emagrecer, parar de fumar ou beber, começar algum curso ou ainda comprar uma casa.

 
 

Há uma pergunta que eu sempre faço a cada vendedor, aluno ou pessoa que encontro, e gostaria de fazê-la, agora, para você, meu caro leitor: Por que você não inicia já uma nova vida e começa sua caminhada para o sucesso? Ouço invariavelmente as mesmas respostas: porque eu não tenho oportunidades, não tenho condições econômicas, não tenho estudo, não tenho coragem, não tenho apoio da família, não tenho tempo, não tenho mais energia, não tenho…

 
 

São respostas próprias da turma “Tô aí para tudo que não tenho!”. Ou seja, só olham para aquilo que não têm para alcançar seus objetivos. Passam a vida procurando justificativas para não começar com o que têm, aprisionando-se numa cela. E nela passam dias incontáveis justificando que não têm a chave (condição) para sair. O problema é que só enxergam paredes, teto e porta fechada, sem perceber as frestas e janelas por onde sairiam, facilmente, se mudassem a atitude e enxergassem as oportunidades que surgem no dia a dia.

 
 

Ah! Também existem aqueles que têm algo, mas que não ajuda: Tenho uma doença, tenho dívidas, tenho filhos e esposa para criar, tenho pânico de mudança, tenho um marido que não me deixa, tenho raiva de quem tem, tenho… Essa é a turma “Tô aí para tudo que tenho!”. Também acham que não podem iniciar uma nova caminhada ou trilha. São capazes de ficar onde estão, mesmo se alguém deixar a porta da cela aberta. Simplesmente inertes ou imóveis. Mal sabem eles que podem agarrar a primeira foice, pá ou enxada que aparecer e desbravar terras mais férteis. Mal sabem eles que os campeões são forjados na dificuldade, pobreza, medo, incerteza, crise, suor, sangue e lágrimas.

 
 

Finalmente, existem aqueles que nasceram em berço de ouro, bem criados, têm posses, conhecimento e condições de alcançar um sucesso maior que o de seus pais, mas simplesmente não aproveitam tal condição e preferem ficar na sombra da árvore ou trilhando caminhos traçados pelos seus pais. Chamo essa turma de “Tô nem aí porque já tenho tudo!”. O problema é que um dia esse tudo será perdido ou tirado, em virtude de doença, morte, falência ou crise financeira, e eles descobrirão que perderam um bom tempo e que seu futuro está também ameaçado.

 
 

E quem alcança sucesso? Aqueles que se negam a reclamar do que não têm. Aqueles que não se permitem ficar parados. Aqueles que dizem: “Esperar por uma oportunidade? Tá brincando? Eu mesmo as crio!”. São indivíduos que iniciam uma nova trilha, seja numa floresta, seja no deserto, contando com o pouco que têm nas mãos. São pessoas que dirigem sua mente para o sucesso e trabalham arduamente para concretizá-lo. Sabem que devem perseverar não importa o que os outros digam, façam ou atrapalhem. São da turma do “Tô aí pro que der e vier!”.

 
 

Nenhuma deficiência econômica, social, religiosa ou intelectual serve de justificativa. Nem mesmo a deficiência física. Vejo cegos pintando, jogando futebol e correndo 100m rasos; surdos que viraram maestros e músicos; mudos criando belos corais com simples gestos; pessoas dançando e competindo em olimpíadas de cadeira de rodas. Nenhuma deficiência é maior do que a mental. Uma mente fraca não pode conduzir um corpo por mais leve que seja. Agora uma mente forte pode remover toneladas de obstáculos e vencer milhares de desafios.

 
 

Portanto, estufe o peito e dê o grito: Chegou a minha vez! E comece! Esteja onde você estiver, conte com o que tem agora e reúna pessoas e condições favoráveis. Inove e crie suas próprias oportunidades. Seu poder está aí dentro de você. Traga-o para fora e acredite no seu potencial. Deus depositou em você algum grande talento ou dom. Falta você descobri-lo, traçar um objetivo e persegui-lo com muita fé e vontade. Vamos! Quem está dizendo agora sou eu: Chegou a sua vez! O que você está esperando? Decida em qual estação você quer chegar no final desse ano.

Zere seu odômetro e comece agora!!!

31/12/2008

 

Marcos Antonio de Sousagraduado em Engenharia Eletrônica e MBA em Administração de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialista em vários cursos nacionais e internacionais de vendas para o mercado de segurança eletrônica. Atua como consultor de Marketing, Vendas e Estratégia Empresarial para as empresas do ramo de segurança. Consultor da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE). Conferencista em eventos realizados pela FENAVIST (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores). Colunista da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG). Palestrante nos principais congressos, simpósios e eventos de segurança eletrônica e privada do país. Articulista no Jornal da Segurança e SegNews, nas revistas Proteger, Venda Mais, Infra, Segurança&Cia;, SESVESP, Security, Higi Press (ABRALIMP) e Negócio Fechado (Japão). Autor do livro: Vendendo Segurança com SEGURANÇA. E-mail: marcos@consultesousa.com


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