Artigo de Marcos Sousa: Perdido em alto mar!


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 8 de dezembro de 2010

Perdido em alto mar!
 
                Imagine que você está navegando em alto mar num cruzeiro que já passou por praias maravilhosas e paisagens paradisíacas. Passa das dez horas da noite quando você decide caminhar pelo deck do navio e contemplar as estrelas. Você está vivendo um momento especial de sua vida. Sua carreira está indo muito bem, as expectativas de promoção são boas e você se realiza com seu trabalho. Sem falar no conforto que você consegue prover a toda sua família.
Dezembro é sempre um mês para fazer um balanço da vida. Boas lembranças do ano que termina tomam conta de sua mente e encorajam planos audaciosos para o que se aproxima. Seus pensamentos navegam mais rápido do que o navio a ponto de você não perceber que uma onda gigantesca se aproxima. Numa fração de segundo, você se desequilibra e a onda te joga para fora do navio.
A queda te joga na água fria. Você grita e tenta chamar a atenção de alguém no navio, enquanto se debate para não afundar. O navio se distancia, você se desespera, e já quase sem voz, não consegue entender o que aconteceu e porque foi acontecer logo agora, quando tudo estava bem. Sozinho, perdido e abandonado em alto mar.
Muitas pessoas passam por uma situação semelhante quando são demitidas e perdem o emprego dos sonhos. Outras não conseguem resistir a alguma crise econômica ou financeira e encerram as atividades de sua empresa. Algumas também vêem toda sua vida desabar quando perdem um marido, esposa ou pais que as sustentavam. Há ainda aqueles que descobrem alguma doença grave ou sofrem algum acidente. Enfim, desastres inesperados surgem como ondas gigantes a cada dia e várias são as pessoas que ficam à deriva em alto mar. O que fazer nessa hora? Como sobreviver?
1- Vigie seus pensamentos – Mais importante do que ficar perguntando o porquê da onda é descobrir o que deve ser feito para sobreviver até que a ajuda chegue. Muitas vezes as ondas apontam a direção de uma ilha onde você seria muito mais feliz e realizado. As quedas te ensinam a recomeçar e ver as coisas por outro ângulo.
2- Cuidado com a depressão – O resgate pode demorar a chegar. Passarão dias e meses e você não conseguirá sair da situação dolorosa e indesejável que se encontra. Evite pensamentos negativos, pois eles podem afundá-lo na tristeza e solidão. Quanto mais fundo você mergulha, mais força precisa fazer para voltar à tona.
3- Poupe energia – Você vai precisar de energia, força, dinheiro e, principalmente, fé para sobreviver até ser resgatado. Então, poupe seus recursos. Não perca muito tempo se debatendo à toa ou nadando em círculos. Foque sua atenção, tempo e energia em seu próprio resgate. Trabalhe para ser resgatado. Vamos! Cabeça erguida. Lá vem outra onda!
4- Esteja visível – Poupar energia não significa ficar parado. Ninguém verá você no fundo do mar. Então, trate de ficar sempre à tona e não desapareça do mapa. Sua rede de relacionamentos é vital nessa hora. O problema é quando você só se lembra de que tem amigos quando precisa deles. Trabalhe hoje numa lista de amigos que poderão resgatá-lo. O que você fez até hoje para merecer ser resgatado por eles? Você já resgatou algum amigo?
5- Cuidado com suas escolhas – Você não pode se dar ao luxo de escolher em qual barco quer ser resgatado. Então, não feche os olhos, dê as costas ou rejeite pequenos botes que venham lhe prestar socorro. Oportunidades são como pequenos botes. Muitas vezes imperceptíveis. Sei que você merece um navio igual ou melhor do que aquele que estava quando caiu, mas você nunca sabe quando vai aparecer uma próxima embarcação nesse oceano solitário.
6- Comece a nadar – Você já pensou em nadar até alguma ilha? Mais importante do que nadar é a direção que você vai tomar. Saber nadar, entender o movimento das marés, usar as estrelas como orientação são algumas competências importantes para um náufrago. Seus resultados e conquistas são proporcionais ao tamanho de suas competências. Quais são as competências que você vem adquirindo nos últimos anos? Você está preparado para um naufrágio?
7- Tenha fé – Não desista de nadar, por mais dura e impossível que pareça essa tarefa. Ainda que a próxima ilha esteja longe, você pode alcançá-la ou ser visto por algum barco no caminho. A vida é feita de obstáculos, desafios e riscos. Escolher não nadar pode ser tão perigoso quanto começar a nadar. Siga sua intuição nessa hora. Nós nunca sabemos se estamos na direção certa até avistar a ilha. Mas isso não é razão para não começar a nadar.
8- Cuidado com sua zona de conforto – Por melhor, maior ou mais moderno que seja seu navio, saiba que embarcações quebram, viram ou afundam. Estar num navio não é certeza de que aportaremos sempre no porto que desejamos. Nem sempre um navio dos sonhos proporciona uma viagem dos sonhos. Se você achar que deve abandonar o navio, jogue-se antes que a próxima onda vire esse navio, mas esteja preparado para encontrar uma ilha melhor. Melhor se perder numa busca por uma vida melhor do que buscar uma vida perdida.
Vou imprimir esse artigo, colocá-lo numa garrafa e jogá-lo ao mar. Quem sabe ele chegue às mãos de alguém que esteja perdido em alto mar precisando de uma força ou mensagem. Ou quem sabe ele alcance algum náufrago que já nadou até alguma ilha, mas ainda esteja perdido nela. Muitas pessoas se perdem seguindo os caminhos de outros, quando poderiam criar seus próprios caminhos.
Homem ao mar!!!
01/12/2010
Marcos Antonio de Sousagraduado em Engenharia Eletrônica e MBA em Administração de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialista em vários cursos nacionais e internacionais de vendas para o mercado de segurança eletrônica. Practitioner em PNL. Atua como consultor de Marketing, Vendas e Estratégia Empresarial para as empresas do ramo de segurança. Consultor da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE). Conferencista em eventos realizados pela FENAVIST (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores). Colunista da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG). Palestrante nos principais congressos, simpósios e eventos de segurança eletrônica e privada do país. Articulista no Jornal da Segurança e SegNews, nas revistas Proteger, Venda Mais, Infra, Segurança&Cia;, SESVESP, Security, Higi Press (ABRALIMP) e Negócio Fechado (Japão). Autor dos livros: Vendendo Segurança com SEGURANÇA e CONFIDENCIAL – Coletânea de Artigos Sobre Segurança.
Telefones: 62-8127-9244


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