Artigo de Marcos Sousa: “Pregável” ou Empregável?


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 10 de março de 2011

Meus amigos leitores, eu tenho um apelo para fazer a todos vocês. Tenho um amigo que trabalhava como consultor de vendas e que está precisando muito de um novo emprego. Ele está desempregado há mais de um ano, pois não conseguiu recolocação no mercado. Vejam seu currículo a seguir:

Nome – Paulo José da Silva

Idade – 35 anos.

Formação – Curso superior incompleto. Desistiu da faculdade há mais de uma década, nunca fez nenhum curso, não gosta de ler livros e não compareceu aos cursos que a empresa promovia, por falta de tempo. Nunca leu um livro sequer de vendas, negociação, comunicação, liderança ou motivacional. Nas palavras dele: “Vendedor nasce pronto. Vendas é prática! Não preciso dessas teorias que escrevem hoje em dia. Sempre fiz assim!”.

Experiência Profissional – Consultor comercial há quinze anos. Na verdade, sempre tirou pedidos até que a empresa onde ele trabalhava faliu e mandou todos embora. Embora responsável, nunca se comprometeu com os resultados, nem se preparou para desafios maiores. Reclama até hoje pelo fato de a empresa ter promovido vários consultores com menos tempo de experiência que ele: “Eu treinei vários deles quando chegaram aqui e agora são gerentes. Aprenderam comigo”.

Idiomas – Português incompleto. Não sabe escrever bem e jamais se interessou por alguma língua estrangeira. Revelou-me que tem dificuldade em redigir cartas e propostas para seus clientes e pede sempre à secretária para fazê-lo. “Aprender língua estrangeira para quê? Nunca pensei em sair do país” – justificou o Paulo.

Conhecimentos em informática – Não possui email, não sabe como usar Office e jamais ouviu falar em redes sociais. Foge da Internet como o diabo foge da cruz. “Ah! Eu disse que não tinha feito nenhum curso, mas estava esquecido. Fiz sim um curso de Basic e Lotus 123. Acho que é esse o nome. Para ser sincero, eu não sei nem como liga esse troço. Ficaram muito modernos”.

Relacionamento – Não conhece muita gente além do trabalho. Não gosta de sair à noite, uma vez que prefere ficar em casa assistindo TV todas as noites. E os clientes? “Tá maluco, depois que eu vendo, eu sumo, pois os caras vão ficar reclamando e enchendo meu saco por coisas que eu não posso resolver. Sou pago para trabalhar 8 horas por dia!” – afirmou com total convicção… Pregado no sofá, pregado no comodismo. Resultado? Desempregado, desmotivado e despreparado.

Informações adicionais – Ele é um cara simpático, tranqüilo, muito passivo, segue sempre o que a chefia manda, não gosta de dar opiniões, muito reservado e não gosta de participar de trabalho em equipe, pois acha que os outros atrapalham seu desempenho. Defeito? “Ah! Tenho só dois defeitos. Sou muito persistente e exigente comigo mesmo”. Qualidade? “Sou muito pró-ativo e colaborador!” – pareceu ter ensaiado essas frases quando perguntei.

Enfim, esse é o meu amigo Paulo José da Silva, vulgo Paulão. Na verdade, ele só me procurou agora depois de dez anos, pois sabe que eu conheço muita gente. No início do artigo, eu pedi sua ajuda, mas não pense que eu quero que você arrume um emprego para ele. Não! Jamais pediria isso. Quero que você me ajude a responder uma simples pergunta que ele me fez: E agora, Marcos, o que eu faço? Por que não consigo emprego?

Também preciso que você repasse esse artigo aos seus amigos para que eles não cheguem ao ponto em que o Paulo se encontra. Posso apostar que você se lembrará de alguém que está numa situação parecida. Muitos estão mergulhados num sono profundo não fazendo nada, ou fazendo o que sempre fizeram (de errado), e achando que a situação não vai mudar (e muda velozmente). Um dia acordarão sem emprego, sem sofá, e não saberão por onde recomeçar, ou melhor, começar sua carreira profissional… Por falar nisso, se você perder seu emprego hoje, estará empregado amanhã? Você é “pregável” ou empregável?

Se você, ao ler esse artigo, notou que tem algumas coisas em comum com o Paulão, meu amigo, tenha cuidado. Uma hora a maré muda, você pode naufragar e também ficar sem emprego. Revise suas atitudes e diga a si mesmo que tipo de profissional você quer ser quando crescer. Ainda bem que você leu meu artigo até aqui, pois tem algum Paulinho ou Paulão, em algum lugar do Brasil, que sequer leu o primeiro parágrafo. Afinal, ele não acha que tem que ler alguma coisa. O cara sabe tudo e acha que seu emprego é vitalício.

Ah! Um último favor. Como faremos para que esse artigo chegue até seu amigo que tá no mesmo caminho, se ele não acessa Internet, não tem email, não possui twitter, facebook ou participa de outras redes sociais? Alguém terá que imprimir e lê-lo para ele. Alguém ajude o Paulão!

Sai do sofá, Paulão!
22/02/2011

Marcos Antonio de Sousa, graduado em Engenharia Eletrônica e MBA em Administração de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialista em vários cursos nacionais e internacionais de vendas para o mercado de segurança eletrônica. Practitioner em PNL (Programação Neurolinguística). Atua como consultor de Marketing, Vendas e Estratégia Empresarial para as empresas do ramo de segurança. Consultor da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE). Colunista da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG). Palestrante nos principais congressos, simpósios e eventos de segurança eletrônica e privada do país. Articulista nas revistas Proteger, Segurança & Cia, Venda Mais, Infra, SESVESP e Higi Press (ABRALIMP), Jornal da Segurança e Jornal SegNews. Autor dos livros: Vendendo Segurança com SEGURANÇA e CONFIDENCIAL – Coletânea de Artigos Sobre Segurança.

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