Artigo: GOLEIRO TAMBÉM FAZ GOL por Marcos Sousa


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 21 de outubro de 2008

Goleiro também faz gol!

Muitos funcionários, principalmente os tímidos, terminam sendo colocados ou optando por trabalhar internamente na empresa. Alguns diriam: “Ótimo! Não terei que sair em campo, encarando estranhos frente a frente, a fim de lhes vender algo”. Por outro lado, muitos empresários desejam que não só essa turma de “atendimento interno”, como todos os colaboradores também se tornem vendedores da empresa. Surge daí um atual dilema: “Não fui contratado para ser vendedor” x “Aqui, todos devem vender!”. O que fazer? Quem está certo?

 
 

Antes de qualquer julgamento, observemos a evolução do papel do goleiro no futebol. Lembro-me bem de que, no intervalo escolar, toda vez que os meninos escolhiam o time de futebol, começavam pelos melhores atacantes, depois meio-campistas, laterais, zagueiros e, por fim, aquele que tinha menos habilidades com a bola, os goleiros… Confesso que eu era um desses últimos escolhidos que ficava debaixo das traves, por falta de outra opção, mas contente por jogar. 

 
 

Qual era meu trabalho como goleiro? Não sair da grande área, nem deixar ninguém fazer gol, claro. Esse também seria o único papel de Rogério Ceni, se ele não tomasse a decisão de mudá-lo. Cansado de atuar lá atrás como mero coadjuvante, e inspirado por mais dois colegas já famosos, Higuita (colombiano) e Chilavert (paraguaio), ele começou a marcar tantos gols em cobranças de faltas e pênaltis que se tornou o melhor jogador (e capitão) do São Paulo Futebol Clube. Mais, ele provou a todos nós que poderíamos ser tão bons com os pés quanto com as mãos… E viva os goleiros!

 
 

O exemplo do goleiro artilheiro nos mostra que independentemente do que seu chefe (técnico do time), outros jogadores (colegas do escritório) e concorrentes (adversários) façam, digam ou mandem você fazer, há sempre a possibilidade de você adotar uma atitude mais ativa, mudar os papéis e se tornar um jogador indispensável, talvez um artilheiro muito bem remunerado e valorizado, não só na empresa, como no mercado (campeonato).

 
 

Então, aprendamos com o Rogério Ceni e vejamos o que é possível fazer para vender mais (atacar e marcar gols), mesmo não ocupando um cargo de vendedor. Do mesmo modo que ele treina diariamente cobranças de faltas, você também pode desenvolver incansavelmente novas competências em comunicação, apresentação, relacionamento e vendas. Desse modo, nenhuma objeção (barreira) ou concorrente (goleiro adversário) será capaz de impedi-lo de alcançar maiores resultados (colocar a bola aonde quiser).

 
 

Você já deve ter visto, em decisões de pênaltis, goleiros defendendo e depois convertendo pênaltis, quando escalados para batê-los. Por quê? Porque eles estão preparados, são dedicados e não fogem da responsabilidade diante de qualquer situação ou necessidade. Cabe a você fazer o mesmo e se comprometer com sua equipe para vencer a partida. Você pode não só atender bem aos clientes, como conquistá-los e torná-los fãs de seu trabalho. Se no futebol, um pênalti é somente o atacante e o gol, nas empresas, é você cara a cara com o cliente, seja qual for seu cargo ou função.

 
 

Talvez você diga que também faria gols de faltas e pênaltis, se seu chefe lhe delegasse mais poder ou deixasse você sair da grande área. Mas insistirei afirmando que já vi vários goleiros usando o tiro de meta para colocar um atacante na cara do gol, como também, goleiros fazendo gols de sua própria barra. O que importa não é o que você faz, mas sim o que faz a mais do que os outros esperam, sua atitude e vontade de ajudar o time. No final, vender nada mais é do que ser remunerado por ajudar pessoas a resolverem seus problemas e necessidades.

 
 

Mas, vale a pena todo esse esforço de acumular uma função de vendas além do árduo trabalho que você já tem? Voltemos ao exemplo do Rogério Ceni. Lógico que seria mais cômodo para ele assumir uma posição passiva, debaixo da trave. O que ele fez? Treinou muito, teve coragem, vontade, atitude e acabou entrando para história como o maior goleiro artilheiro do mundo, com 83 gols (até a presente data), bicampeão mundial interclubes, bicampeão da Libertadores, uma Copa do Mundo pela seleção brasileira, além de vários títulos nacionais e estaduais. Ah! Advinha quem foi o melhor jogador, nos dois últimos campeonatos brasileiros? Isso mesmo, Rogério Ceni, o voluntarioso goleiro.

 
 

Do mesmo modo que os goleiros vêm assumindo um papel mais ativo nos campos e trabalhando para fazer mais gols pelo seu time, você poderia começar a desenvolver outras competências, agarrar novas oportunidades e se tornar indispensável. Afinal, existe uma multidão de goleiros (trabalhadores) tentando uma vaga nesse mercado, mas poucos alcançarão a posição de titular de um grande time europeu. Tudo é uma questão de atitude, ainda que o jogo esteja no finalzinho, e você o esteja perdendo. Se surgir um escanteio a favor, vá lá e tente cabecear a bola.

 
 

Enfim, do mesmo modo que se ganha no futebol fazendo gols, crescemos profissionalmente fazendo algo mais pelos clientes. Não faça mais pelo seu patrão, nem por você mesmo. Faça pelos clientes. Afinal, são eles que pagam o ingresso e fazem parte da sua torcida. De repente, surgirá algum um fã disposto a levar você para um time melhor e lhe oferecendo um salário maior. De qualquer modo, independente de quem está certo, o mundo evolui, os papéis mudam, e quem não trabalha com vendas deve trabalhar pelas vendas ou, melhor, pelos clientes. Esse é o seu papel!

Agarrou?

22/10/2008

Marcos Antonio de Sousagraduado em Engenharia Eletrônica e MBA em Administração de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialista em vários cursos nacionais e internacionais de vendas para o mercado de segurança eletrônica. Atua como consultor de Marketing, Vendas e Estratégia Empresarial para as empresas do ramo de segurança. Consultor da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE). Conferencista em eventos realizados pela FENAVIST (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores). Colunista da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG). Palestrante nos principais congressos, simpósios e eventos de segurança eletrônica e privada do país. Articulista no Jornal da Segurança e SegNews, nas revistas Proteger, Venda Mais, Infra, Segurança&Cia;, SESVESP, Security e Higi Press (ABRALIMP). Autor do livro: Vendendo Segurança com SEGURANÇA. E-mail: marcos@consultesousa.com


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