Ataque a carro-forte surpreende


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 13 de setembro de 2006

Depois de uma trégua de nove meses, criminosos voltaram a atacar carros-fortes no Estado. A tentativa de roubo a um blindado da empresa Brinks, na noite de segunda-feira, na RST-453 (Rota do Sol) em Farroupilha, na Serra, foi o primeiro episódio desse tipo em 2006 e surpreendeu as autoridades.
A investida anterior havia sido no mesmo local, em 1º de dezembro de 2005, quando dois vigilantes da Proforte foram mortos. Desde a prisão de José Carlos dos Santos, o Seco, 27 anos, o Estado acreditava que as rodovias estavam livres dos ataques. E o que mais preocupa é a falta de informação sobre a investida.
A Delegacia de Roubos e Extorsões (DRE) suspeita do envolvimento de bandidos paulistas e paranaenses. – Tinha um pessoal de São Paulo e do Paraná agindo assim. A última investida deles foi em Itajaí (SC), contra uma base da Prosegur – explicou o delegado Heliomar Franco.
O caminhão usado para tentar abalroar o blindado foi roubado em Glorinha, em 1º de setembro, mas é de Santa Rosa do Sul (SC). A polícia não descarta a hipótese de membros do grupo de Seco estarem envolvidos, mas considera pouco provável. – Os principais parceiros do Seco estão presos. Três ainda são procurados, mas dois estariam ligados ao tráfico de drogas – disse Heliomar.
O delegado foi para Farroupilha acompanhar as investigações. O objetivo ontem era ouvir os depoimentos dos vigilantes e fazer uma análise do local do ataque, do armamento usado e do modo de agir da quadrilha.
O delegado Juarez de Souza Medeiros, da Diretoria de Investigações Criminais de Santa Catarina, ponderou que os criminosos da quadrilha de paulistas e paranaenses estão presos. – Mas não descartamos que membros do grupo ainda estejam agindo.
Vamos investigar em parceria com a polícia gaúcha – disse Medeiros.
Ontem, o delegado de Farroupilha, Valdernei Tonete, disse que é cedo para falar sobre suspeitos: – É o jeito de atacar do bando do Seco, mas nada impede que outros estejam copiando.
É o que parece, e estão copiando mal. Nem a participação de Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, no ataque é descartada. Papagaio, cujo bando se notabilizou na década de 90 por atacar carros-fortes, está foragido do semi-aberto desde 23 de agosto.

( adriana.irion@zerohora.com.br )

Fonte: Jornal Zero Hora 13 de setembro de 2006. Edição nº 14995


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