Bandidos enfrentaram PMs


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 7 de novembro de 2008

07 de novembro de 2008 N° 15782 – Jornal Zero Hora

PÂNICO EM FARROUPILHA

Bandidos pararam e enfrentaram PMs

Como se não bastasse aterrorizar o centro de Farroupilha durante 20 minutos, a quadrilha que assaltou dois bancos ontem parou e esperou a polícia que estava no seu encalço.

Perseguidos por carros das polícias Militar e Civil, os bandidos lançaram miguelitos (pregos retorcidos para furar pneus) na Rua Machadinho, no bairro Imigrante. Próximo ao número 310, os criminosos pararam a van para enfrentar os PMs. Um tiroteio se iniciou, assustando moradores.

A residência da costureira Maria Cansan Tusset, 59 anos, foi alvejada por dezenas de disparos, vindos da direção onde estava a van. Sozinha em casa, ela trabalhava no porão da moradia, que tem o andar superior de madeira.

– Eu estava acompanhando a notícia pelo rádio. Ouvi três tiros e me escondi embaixo da mesa, onde tinha alguns objetos que achei que pudessem me proteger dos tiros – recorda ela.

No andar superior, um dos tiros ultrapassou quatro paredes de madeira dos quartos, um guarda-roupas e se alojou em uma parede de concreto. Outros tiros atingiram a parede da sala, a janela do banheiro e uma escada.

– O barulho era parecido com uma chuva de pedra, só que mais forte. Graças a Deus que não tinha ninguém lá em cima – afirmou Maria.

Também em situação de risco ficou o vendedor Adriano Rodrigues, 34 anos. Ele seguia para a casa de um amigo no bairro Imigrante, alguns metros atrás dos carros da polícia. Ao se aproximar do fim da rua, o pneu do carro foi atingido por um miguelito.

– Desci e me escondi atrás do carro. Voava bala para tudo que é lado. Acho que foram mais de 40 disparos. Eles tinham umas armas que a gente nunca viu por aqui – conta Rodrigues, que recolheu cartuchos vazios e intactos espalhados pela rua.

Depois do tiroteio, a van seguiu por uma estrada de chão que dá acesso à Linha Machadinho. Pelo menos quatro reféns teriam sido libertados na estrada, enquanto as polícias reviravam estradas vicinais do município e orientavam moradores da região. Outros reféns teriam sido liberados durante o trajeto. Uma das pessoas levadas pela quadrilha foi o gerente do BB, Jaime Francisco Braun.


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