Bando tenta roubar caixa com caminhão


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 8 de janeiro de 2007

Um quadrilha roubou um caminhão e uma Sprinter, fez cinco reféns e trocou tiros com policiais militares para roubar um caixa eletrônico do Itaú, em São Leopoldo, no Vale do Sinos, na madrugada de ontem.

A ação foi frustrada pela Brigada Militar. Os criminosos fugiram sem levar o equipamento, e os reféns foram libertados. Foi o segundo ataque desse tipo em uma semana. No dia 2, em Canela, criminosos usaram um guincho para arrancar um cofre do Banrisul usado por empresas para depositar malotes.

O grupo trocou tiros com a polícia na Serra e conseguiu roubar os valores. A Delegacia de Roubos e Extorsões investiga a possibilidade de remanescentes da quadrilha de José Carlos dos Santos, o Seco, estarem envolvidos nas ações.

O delegado de Roubos, Heliomar Franco, esteve em São Leopoldo e avaliou que a tentativa de roubo do caixa, instalado em um quiosque na Avenida Unisinos, tem características muito semelhantes às da ação ocorrida em Canela. Em São Leopoldo, o ataque ocorreu depois das 3h.

Um vigilante da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) percebeu uma movimentação estranha no quiosque do Itaú e avisou a Brigada Militar. Os criminosos haviam roubado um caminhão em Sapucaia do Sul e feito o motorista e o caroneiro de reféns.

Depois, atacaram uma Sprinter em Canoas, fazendo mais três reféns. Os cinco homens foram levados pelos bandidos até São Leopoldo. Foram mantidos em um carro enquanto os bandidos tentavam roubar o equipamento. Só foram soltos quando os assaltantes precisaram de espaço no veículo para fugir.

Reféns foram libertados quando a BM chegou A quadrilha usou o braço mecânico do caminhão – dispositivo utilizado para o transporte de cargas pesadas – para arrancar o caixa. Foi surpreendida por PMs quando tentava colocar o equipamento na Sprinter. Houve tiroteio, e o bando fugiu.

A suspeita é de que 10 homens tenham participado da ação. Eles fugiram em um Astra e em um Focus, deixando a Sprinter e o caminhão para trás. – No caso de Canela, temos convicção do envolvimento de parceiros do Seco.

A ação em São Leopoldo estamos apurando, pois pareceu menos planejada. Pode ser uma quadrilha de arrombadores desbaratada em Canoas e que estaria aperfeiçoando suas técnicas – explicou o delegado. Segundo Heliomar, a técnica usada por Seco para atacar carros-fortes pode estar servindo de inspiração. O grupo de Seco usava caminhões roubados para colidir em blindados e pará-los na estrada.

Ontem à tarde, policiais de Canela estiveram reunidos com o delegado Heliomar para trocar informações. Segundo o delegado, depois da prisão de Seco, em abril de 2006, parceiros do assaltante se uniram a uma quadrilha de arrombadores de caixas eletrônicos que atuava na Serra.

Os ex-companheiros de Seco atuariam fazendo a segurança deste grupo, que precisava de tempo nos estabelecimentos para arrombar os caixas.

( adriana.irion@zerohora.com.br )


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