Clandestinidade em São Leopoldo


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 26 de março de 2007

Depois de três anos desempregado, um ex-mecânico de 49 anos aceitou a proposta de vizinhos e assumiu a segurança de oito casas no bairro Morro dos Espelhos, em São Leopoldo.
Sem treinamento, ele atua como vigia das 8h às 21h. Por R$ 350 mensais, fica atento a pessoas estranhas, principalmente nos horários em que os vizinhos saem ou chegam em casa. É o responsável por proteger residências que ficam sem ninguém durante o dia. Para se proteger, usa um cassetete.
– Estou sempre com um celular e, se percebo um assalto ou uma tentativa, chamo a Brigada Militar. Nunca me meto, pois não quero tomar uma bala – diz.
O vigia veste um colete que mandou confeccionar para a função exercida há quatro anos e para a qual não teve de apresentar documentos.
– Moro há 43 anos no mesmo lugar, e todos me conhecem. Se não fosse isso, pediriam comprovação de que tenho ficha limpa – diz.
Uma dona de casa de 65 anos afirma pagar uma empresa de segurança, mas mesmo assim não dispensar os serviços do vigia.
Presidente do Sindicato dos Vigilantes de Novo Hamburgo e Região, João de Freitas Brizola afirma que a atuação de irregulares é um problema que precisa ser combatido.
Levantamento de 2006 do sindicato mostra que, em 26 municípios do Vale do Sinos, há 3 mil vigilantes legalizados e 4 mil irregulares. ( carla.dutra@zerohora.com.br )

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