Como agem os ladrões de veículos


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 11 de março de 2007

Como agem os ladrões de veículos
Levantamento do Serviço de Inteligência da Brigada Militar mostra os dias e os horários com mais ocorrências em janeiro e fevereiro deste ano e as vias que tiveram mais casos no ano passado
GUSTAVO SOUZA

Se você costuma circular ou estacionar seu carro pela Avenida Assis Brasil, na zona norte da Capital, tome cuidado: é uma potencial vítima dos ladrões de veículos. Levantamento realizado em Porto Alegre pelo Serviço de Inteligência da Brigada Militar (BM) aponta a Assis Brasil – principal acesso ao norte da cidade – como a via onde ocorreram mais furtos e roubos de carros em 2006.
No total, foram registrados na avenida 145 furtos (sem ameaça) e 118 roubos (com ameaça). A Rua Ramiro Barcelos aparece empatada na primeira colocação de incidência de furtos. O estudo mostra os dias e horários de ataques preferidos dos bandidos. Em relação ao furto de veículos, a maior incidência registrada neste ano foi nas terças-feiras. E o período do dia preferido: a tarde.
Quanto aos roubos, a quarta-feira foi o dia com maior ocorrências. E o horário das 18h às 23h59min revela-se como o mais perigoso.
– Esse mapeamento não servirá apenas para a BM planejar suas ações, mas para orientar a população a ter mais cautela – diz o secretário da Segurança Pública, Enio Bacci.
Após a divulgação dos índices, o secretário anunciou que a primeira medida para combater os crimes será criar um sistema de controle de venda de peças de veículos feita pelos desmanches. Hoje, ele entregará à governadora Yeda Crusius o Programa Estadual de Redução de Furtos e Roubos de Veículos.
Secretário propõe um maior controle sobre desmanches
No projeto, Bacci pede que o Departamento Estadual de Trânsito emita duas portarias. A primeira, determinando o cadastramento de todos os desmanches do Estado em um período de seis meses após a publicação da portaria. A outra, para que a BM produza boletins de ocorrência em acidentes de trânsito.
O ponto polêmico da proposta é sobre a criação de um sistema de numeração de peças. Bacci pedirá que Yeda, por meio de decreto ou projeto de lei, determine que as principais partes vendidas, como pára-lamas, caixa de câmbio, capô, portas e pára-choques, sejam marcadas com o número do chassi do veículo e com outro código identificador do carro.
– As peças que não tiverem os números serão consideradas ilegais. E o desmanche que não estiver cadastrado será fechado. Há viabilidade para implantar esse projeto, pois uma máquina para fazer essas marcações custa cerca de R$ 20 mil – adianta o secretário, lembrando que o projeto prevê a criação de conselhos para fiscalizar os ferros-velhos.

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