Como se fosse o Iraque


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 13 de setembro de 2008

13 de setembro de 2008 N° 15725 Jornal Zero

VIOLÊNCIA

É como se fosse o Iraque

Algumas das cidades mais violentas do Brasil têm o mesmo índice de homicídios que o Iraque. Os dados do Ministério da Justiça apontam que, em Vitória, o índice é de cerca de 70 assassinatos por cada 100 mil habitantes.

Segundo um levantamento financiado pelo governo suíço sobre a violência no mundo, a taxa é equivalente à do Iraque. Ontem, o estudo foi divulgado em Genebra na presença do ministro da Justiça, Tarso Genro.

O relatório afirma que o Brasil tem quase 10% dos homicídios no mundo, com 48 mil mortes por ano. No mundo, os homicídios chegariam a 490 mil por ano, número superior ao de mortes em guerras oficiais, como no Afeganistão, na Colômbia ou no Iraque. Pelos dados do levantamento, as guerras geram por ano cerca de 52 mil mortes.A América do Sul e a África são as regiões em que os homicídios apresentam as maiores taxas em todo o mundo.

A média de Vitória, por exemplo, é 10 vezes maior do que a média mundial. Em cidades como Rio de Janeiro, a média é de 40 assassinatos para cada 100 mil pessoas.

– Queremos em quatro anos chegar a níveis chilenos, de cerca de 15 por cada 100 mil – afirmou Tarso.

Segundo o relatório, a América Latina ainda é a líder no que se refere ao número de seqüestros por ano, com quase 700. O Brasil também aparece em situação crítica com relação a estupros. Keith Krause, autor do relatório, diz que, hoje, a violência armada é o quarto motivo de mortes no mundo.

– O impacto econômico da violência no mundo cresce e preocupa os governos que querem se desenvolver. O custo chega a US$ 160 bilhões por ano em produtividade perdida e outros fatores – alertou Krause.


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