Conheça a tecnologia que deverá ser usada nos chips veiculares


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 23 de agosto de 2006

Câmeras. Antenas. Satélites. E agora, chips. Em uma era cada vez mais “1984”, de George Orwell, São Paulo pode tornar obrigatória a instalação de etiquetas eletrônicas em veículos a partir de 2007. Com eles, seria possível rastrear qualquer carro pela cidade em tempo real, conforme o chip é detectado por antenas espalhadas pelas ruas.
No último dia 9 de agosto, o prefeito Gilberto Kassab (PFL) e o ministro das Cidades Márcio Fontes divulgaram a assinatura de um protocolo de intenções para regulamentar no Contran (Conselho Nacional de Trânsito) a obrigatoriedade do chip.
A etiqueta eletrônica funcionaria como o “Sem Parar”, sistema eletrônico de pagamento de pedágios, e vai utilizar a tecnologia RFID (Identificação por Radiofreqüência).
O bilhete único, utilizado como meio de pagamento no transporte público de São Paulo, já utiliza esta tecnologia. Nova York vai começar a testar um sistema semelhante no metrô neste semestre, e o metrô de Moscou possui cartões com RFID desde 1998. A tecnologia também é utilizada para administrar grandes estoques em redes de supermercados ou bibliotecas, e nas chaves de carros com imobilizador eletrônico.
A grande polêmica em torno da tecnologia RFID está na capacidade que governos e companhias podem ter em rastrear informações pessoais. No site www.spychips.com, por exemplo, Katherine Albrecht e Liz McIntyre, ativistas da privacidade do consumidor, fazem campanha contra o uso de chips e relacionam empresas e produtos que utilizam RFID.
De qualquer forma, apesar da polêmica, a intenção da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo não é se tornar um Grande Irmão, personagem de Orwell. “Apenas vamos dispor de ferramentas mais modernas para gerir o tráfego”, diz Aquiles Pisanelli, 54, engenheiro mecânico e assessor de diretoria da CET.
Ele conta que já existem 24 antenas instaladas na cidade, em um projeto piloto que contou com a participação de 550 veículos. A privacidade, explica, deve ser “total”, e a localização dos veículos não será divulgada para outros órgãos públicos, “salvo se houver uma decisão judicial ou algum outro fato de força maior que motive essa ação”.
Pisanelli participa de um grupo de trabalho que definirá, nos próximos 60 dias, os detalhes do sistema IAV (Identificação Automática de Veículos). Segundo ele, após a conclusão dos trabalhos, ainda é necessária uma resolução do Contran e um acordo da prefeitura de São Paulo com o Detran para que o chip se torne realidade.
Fonte: UOL

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