Crimes tramados na delegacia


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 16 de setembro de 2009

Patrimônio – Policias Civis e PMs presos por roubo a bancos e cargas.

14/09/09

Crimes tramados na delegacia – Policiais civis lotados em Nova Friburgo planejavam, de dentro da 151ª DP, assaltos a caminhões de cargas e extorsões a comerciantes da região.

Rio – Era de dentro da 151ª DP (Nova Friburgo) que quatro policiais civis e três PMs planejavam as extorsões cometidas contra comerciantes da Região Serrana e os roubos a cargas em rodovias do estado. O esquema foi desarticulado quarta-feira durante a Operação Roubos S/A, da Polícia Federal (PF), em que 44 pessoas foram presas. Durante as investigações, policiais federais descobriram que, para tramar os ataques, muitas vezes parte do grupo estava de serviço, na delegacia, se comunicando por rádio ou celular com os demais integrantes do grupo.

Uma ramificação da quadrilha, que contava com o apoio de 10 policiais militares e seis civis, era responsável pelos roubos a cargas. Só de março a agosto deste ano os criminosos arrecadaram R$ 1,2 milhão em oito assaltos.

A “quadrilha armada”, como o grupo de policiais denunciados é classificado pelo Ministério Público Estadual (MP), tinha funções específicas no bando. De acordo com denuncia do MP, eles “forneciam segurança e armas e autorizavam a circulação dos caminhões roubados no itinerário percorrido após os crimes”.

Um dos policiais presos, lotado na 151ª DP, repassava para o bando informações sigilosas sobre investigações contra a quadrilha. Outro inspetor e um cabo do 11º BPM (Friburgo) vendiam as armas de uso restrito da polícia para integrantes da quadrilha. A um sargento do 11º BPM que ficava na sala de rádio do batalhão, cabia avisar os criminosos sobre ações da unidade.

‘Seguranças’ para o bando

A sensação da impunidade era tanta que os policiais conversavam sem preocupação pelo telefone sobre os futuros crimes. Foi investigando uma quadrilha especializada em assaltos a bancos que a PF chegou ao grupo de roubos a cargas.

Um sargento conhecido como Porco e o cabo Tico integravam os dois grupos. Enquanto atuavam como meros seguranças de integrantes da quadrilha de assaltos a cargas, desempenhavam papel de liderança no grupo de roubos a bancos.

PM fardado deu cobertura a assaltantes

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o PM Porco escolhia a agência a ser assaltada e “usava seus contatos na polícia para garantir o sucesso do assalto”. Dez pessoas foram acusadas pelo MPF de integrar o grupo que roubava bancos, entre elas quatro policiais.

Durante as ações, os policiais atuavam como ‘vigilsntes’. No dia 6 de dezembro de 2007, o PM Alexandro Gomes foi flagrado por câmeras de vigilância externa de uma agência do Banco do Brasil. As imagens registram a permanência do policial fardado em frente ao local, no momento em que o assalto acontecia no interior da agência.

Fonte: O Dia Online


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