Demanda por segurança privada tem impulso após ataques do PCC


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 12 de setembro de 2006

Bauru, SP: Os atentados da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), ocorridos nos últimos quatro meses, deixam o cidadão temeroso. Frente a uma situação de insegurança, é cada vez maior a demanda por serviços de segurança privada.
É o que garante o delegado regional da Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo), Cláudio Buzalaf, 37.
“É crescente a procura por segurança particular, especialmente nos períodos mais intensos dos ataques”, afirma. A mesma situação é detectada por João Francisco Xavier, 53, dono da Marajox, academia de formação de vigilantes com unidades em Bauru e Presidente Prudente.
“Cada vez mais são solicitados novos profissionais no mercado”, completa. Segundo Xavier, a procura por cursos aumentou 50%.
Para o coronel Daniel Barbosa Rodrigueiro, 52, comandante do CPI – 4 (Comando de Policiamento do Interior), responsável pela segurança de 93 cidades da região, esse panorama é passageiro. “É um modismo generalizado. Não só em Bauru, mas em todo o Estado.
Com o tempo, passa”, diz.
Moda ou não, o fato é que tranqüilidade e paz são coisas cada vez mais difíceis de se conquistar na era PCC.
Para completar a renda, policiais civis e militares prestam serviços particulares de segurança. Tal atividade (popularmente conhecida como “bico”) é proibida.
“Quando um policial é flagrado atuando como segurança particular, ele recebe uma advertência” diz o coronel Daniel Barbosa Rodrigueiro, comandante do CPI-4 da PM. A advertência passa a constar no prontuário do soldado.
“Caso ele persista na atividade, é afastado da corporação”, completa. O piso salarial do policial militar, sem adicionais, é de R$ 1.140 em todo o Estado. Já o policial civil, no começo da carreira, ganha aproximadamente R$ 1.300 (Bauru e região).
Segundo o presidente do Sindicado dos Vigilantes de Bauru e Região, José Antônio de Souza, 44 anos, metade dos vigias da cidade atuam na clandestinidade.
“O grande responsável por isso é o contratante, que não exige do profissional o certificado emitido pela Polícia Federal”, diz.
Aproximadamente 600 vigilantes estão registrados na Polícia Federal.
Mas o que ocorre em Bauru não é um caso à parte. Pelo contrário, segue a tendência do Estado de São Paulo. Hoje, 500 empresas de segurança privada estão regularizadas. O mesmo número são “piratas”.
“Quem perde é a sociedade”, lamenta Souza.
Fonte: Bom Dia Bauru

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