Desfaçatez à luz do dia


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 23 de julho de 2009

SUA SEGURANÇA Humberto Trezzi – Jornal Zero Hora 23 de julho de 2009 N° 16039
Desfaçatez à luz do dia
A investigação desencadeada pelo repórter Mauro Graeff ajuda a entender porque Porto Alegre é a segunda capital brasileira mais visada por ladrões de carros. No abatedouro de veículos descoberto pelo jornalista, os criminosos esquartejavam automóveis como abigeatários retalham bois. A céu aberto, em meio à mata e ao campo. Seria poético, não fosse um crime revoltante.
Basta lembrar quantas prestações o dono do automóvel ainda terá de pagar pelo carro retalhado, que jamais será recuperado. E quantos desses veículos não estavam cobertos por seguro (cujo preço cresce na medida em que o crime avança), o que significa fazer seus proprietários irem a pé ou de ônibus ao trabalho, quando tinham conquistado o sonhado direito a circularem motorizados.
Antes que alguém se penalize dos “pobres ladrões” – afinal, carros são objetos – é bom lembrar que os próprios criminosos têm plena noção do tamanho do delito que praticam. Tanto que incendiaram um carro, assim que perceberam que o local era vigiado. Não tiveram pena do dono, que, na falta das peças já retiradas do veículo, poderia talvez tentar ficar com a carroceria e o motor. Não. Destruíram tudo, tal é o medo de serem surpreendidos. É possível se condoer com gente assim?
Foram furtados ou roubados mais de 12 mil veículos na capital gaúcha no ano passado, segundo o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O pior é saber que mais da metade (52,4%) desapareceu, para nunca mais voltar. Jamais foram localizados. Muitos foram clonados e revendidos ao Exterior, claro. Mas a maioria foi picada em pedaços, para revenda de peças, com sua carcaça queimada posteriormente. Exatamente como Zero Hora flagrou. Quanto tempo os autores desse crime ficarão na cadeia?



Tags:


Eu quero mais artigos como este!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.