“Desmanche é caso de polícia”


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 5 de julho de 2007

A lei aprovada na terça-feira pela Assembléia Legislativa que aperta o cerco aos desmanches de carros não definiu a quem compete a fiscalização. Para a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), isso é função de polícia. A tarefa dos municípios seria secundária: apoiar as operações.
O secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, concorda com a posição da entidade e entende que a regulamentação da lei deve definir as atribuições de cada instituição.
O presidente da Famurs, Flávio Lammel, defende que apenas questões fiscais, sanitárias e administrativas, como a verificação de alvarás de funcionamento, fiquem sob responsabilidade dos municípios.
– Vamos participar de todas as ações, mas a investigação da origem das peças, por exemplo, é competência da polícia – diz o secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) de Porto Alegre, Idenir Cecchim.
A lei aprovada pela Assembléia obriga os desmanches a manter os carros inteiros no estoque, retirando apenas a peça que será vendida no momento da venda. Além disso, cria um fichário com o histórico do veículo e das peças vendidas.
Antes de sancionar a lei, a governadora Yeda Crusius deve discutir com seu secretariado como torná-la uma ferramenta eficaz no combate às quadrilhas.
– A alternativa pode ser a realização de convênios com as prefeituras para ações integradas permanentes. Quanto aos estoques existentes nos desmanches, é simples: terão de apresentar a origem em um inventário – ressalta Mallmann.
Ontem, o assunto foi discutido nas corporações policiais com o objetivo de apresentar sugestões à governadora. A BM estuda a criação de uma ação específica de fiscalização nos ferros-velhos. Conforme o subcomandante-geral, coronel Paulo Roberto Mendes, a BM realizará operações nos municípios com maiores índices de furtos e roubos de veículos.
– Assim que entrar em vigor, vamos começar o combate à receptação apoiados pela lei, em especial no eixo Porto Alegre-Caxias do Sul, onde os problemas são maiores – antecipa Mendes.
Nova operação da BM
> Ontem à tarde, uma reunião na Secretaria da Segurança Pública definiu os detalhes de uma nova operação da BM para combater o roubo e o furto de veículos nos 10 municípios com maior índice de criminalidade.
> Cada edição da operação terá duração de 24 horas. Serão equipes formadas por seis PMs, em duas viaturas, dedicadas exclusivamente à montagem de barreiras em pontos considerados críticos.
> O secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, revela que em Porto Alegre serão quatro equipes, sendo que cada uma terá de fazer, no mínimo, quatro barreiras por turno de seis horas.

Tags:


Eu quero mais artigos como este!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.