Empresas ilegais de segurança privada lideram mercado


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 3 de julho de 2007

Empresas ilegais de segurança privada lideram mercado
No Paraná, o número de empresas clandestinas é 30% maior do que as autorizadas pela PF
Redação Bem Paraná
O mercado informal de segurança privada no Paraná supera o número de empresas de segurança autorizadas pela Polícia Federal. São 70 empresas legalizadas, segundo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp), contra 91 clandestinas. Um número 30% maior da informalidade.
“Uma realidade preocupante levando em consideração o resultado que traz, uma vez que estamos falando de segurança de pessoas acima de tudo. Empresas clandestinas não têm critérios, nem responsabilidades, já que admitem pessoas não habilitadas, sem curso de formação em escola credenciada pela Polícia Federal. Não priorizam antecedentes criminais, nem exames de saúde física e mental, pagam salários abaixo do piso salarial da categoria, não recolhem encargos sociais, além de não fornecer seguro de vida a seus funcionários para o exercício da função. Características que comprometem o bom serviço e colocam em risco a vida dos cidadãos”, enfatiza o presidente do Sindesp, Jeferson Nazário.
De acordo com ele, a proliferação das empresas clandestinas é resultado de vários fatores, entre eles uma legislação permissiva que não responsabiliza quem contrata e quem oferece os serviços de segurança privada de forma ilegal. “Hoje quem é pego oferecendo o serviço apenas recebe um auto de encerramento da atividade. Só é responsabilizado criminalmente se estiver utilizando armas. A esperança está no Projeto de Lei em tramitação na Câmara Federal, que muda isso e responsabiliza quem presta e quem contrata os serviços”, diz Jeferson Nazário.
O sociólogo Cleber da Silva Lopes, que acaba de defender tese de mestrado na Unicamp abordando a segurança Privada no Brasil, mostra em seu estudo que embora os dados sejam deficitários estima-se que para cada vigilante atuando de forma legal no País existem outros três na ilegalidade. “Nas últimas três décadas mudou muito a forma como as pessoas se aglomeram. Hoje, a maioria se estabelece em espaços comunais, ou seja, espaços de domínio público em locais particulares, como shoppings. Nesses locais é preciso utilizar a segurança privada, uma vez que a Polícia deve cuidar dos locais públicos, e isso fez crescer muito a atividade de segurança privada. Sem contar o aumento da criminalidade que fez com que as pessoas também procurassem pela segurança privada. Porém, por vários motivos, houve a proliferação das empresas clandestinas. E para mudar isso é preciso acima de tudo melhorar o instrumento de fiscalização, além, é claro, ter uma legislação que responsabiliza quem contrata e oferece serviços clandestinos. O projeto de lei em tramitação é o primeiro passo para isso”, diz o sociólogo.
Como medida a curto prazo para mudar o quadro de clandestinidade, o presidente do Sindesp sugere cuidado de quem contrata o serviço. O primeiro passo é informar-se sobre quais empresas são autorizadas pela Polícia Federal. A lista das empresas estão no site www.sindesp-pr.org.br.
Fonte: Bemparaná

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