Empresas param por roubo de fios


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 20 de novembro de 2007

Furto de cabos de energia pára empresas na região do Brás – Segundo AESEletropaulo, foram roubadas 3 toneladas de fios este ano.
Furtos de cabos subterrâneos na Avenida do Estado têm provocado quedas deenergia constantes na região da Rua Maria Domitila, no Brás, zona lestede São Paulo. Comerciantes já pensam em colocar geradores para não corrermais o risco de ficar no escuro.
De acordo com a AES Eletropaulo, foramlevadas 3 toneladas de cabos, o que causou a paralisação do comércio daregião em pelo menos dez vezes, somente este ano.O empresário Fausi Hamuche, da Hamuche Jeans, calcula uma perda média deR$ 30 mil por dia na fábrica. Ele explica que a energia costuma demorarhoras para voltar.
“É um prejuízo que não se recupera”, diz. Nestasegunda-feira, a força acabou às 10h30 e voltou por volta das 15 horas.Hamuche ressalta que as quedas de energia provocaram a perda de clientesimportantes porque a empresa não conseguiu entregar encomendas no prazo.
Ele não descarta nem a hipótese de ter de demitir pessoas por causa dasperdas que teve até agora. “Se a nossa demanda não for satisfatória,teremos de nos adequar”, diz.Outros comerciantes do Brás acreditam que um gerador pode ser útil.
O gerente da Rickplast Comércio de Plásticos, Edmir Nakamura, mandou fazerorçamento. Ele explica que trabalha com um sistema informatizado.
“Ficar sem energia por aqui é como fechar as portas.”
Já o vendedor da Kamurtex,comércio de insumos químicos para estamparia, Wendel da Silva, conta que arede elétrica da loja foi trocada há alguns meses para tentar amenizar afalta recorrente de energia.
ELETROPAULO
Por meio de sua Assessoria de Imprensa, a AES Eletropaulo informou que aempresa registrou boletim de ocorrência em abril, por causa da freqüêncianos furtos de cabos e da violação de galerias.
“Segundo os técnicos,pontos do subsolo foram escavados para possibilitar o furto de cabossubterrâneos”, diz a nota.
A concessionária informa também que participa de reuniões com os comandosdos batalhões da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana parabuscar soluções e “minimizar esse tipo de ocorrência”.
Fonte: Estadão

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