Escolas gaúchas reforçam sua segurança com o uso de vigilantes


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 25 de setembro de 2010

Escolas gaúchas reforçam sua segurança com o uso de vigilantes

 

Escolas estaduais de Porto Alegre começam a receber nesta quarta-feira (15/08) vigilantes armados 24 horas por dia. O serviço terceirizado, que custará R$ 7.500 mensais por unidade, começou em dez escolas e inclui outras três até sexta-feira (17/08).
O alto investimento em segurança foi o recurso encontrado pela Secretaria de Educação para tentar coibir arrombamentos e furtos de equipamentos nessas escolas, consideradas as mais vulneráveis à violência. “Tem um custo elevado, mas vai se traduzir em resultados”, disse o secretário da Educação do Rio Grande do Sul, Ervino Deon.
Para o consultor em Segurança Pública e ex-secretário nacional de Segurança, José Vicente, a ação é uma “insanidade absoluta”. Segundo Vicente, a proteção do patrimônio pode ser feita com outros recursos, como sensores, câmeras e chips nos equipamentos que disparem alarmes. “A escola, sendo um ambiente público, deveria ter uma ação pública e não privada”, afirmou.
Apesar de não apresentar dados, Deon afirmou que as escolas foram escolhidas de acordo com levantamentos feitos pelas polícias Civil e Militar. O contrato com a empresa de segurança tem duração de um ano e prevê que cada uma das escolas terá uma dupla de vigilantes. Cada um fica na escola 12 horas. “Hoje, as escolas estão sendo supridas com muitos equipamentos, como computadores, laptops e máquinas fotográficas, que interessam ao delinquente”, disse o secretário.
Segundo levantamentos do governo, os arrombamentos ocorrem geralmente à noite, nos finais de semana e feriados. “Tem casos que, em um mês, ter dois, três acontecimentos já é anormal. Não é possível que uma escola, em 30 dias, tenha três a quatro arrombamentos”, disse Deon.
De acordo com Vicente, o problema mais grave da adoção da vigilância armada 24 horas é a exposição de estudantes, professores e funcionários a profissionais armados e despreparados. Na opinião dele, esse tipo de vigilância poderia ser feito, no máximo, fora dos horários de aula.
Além das 13 escolas com vigilância armada, outras 15 unidades de Porto Alegre passarão por obras para aumentar ou construir muros e colocar portões eletrônicos, de acordo com a secretaria. A previsão é que sejam gastos R$ 4,3 milhões.
“Essas 28 surgiram de critérios, como, por exemplo, ter maior índice de registros de ocorrências. Aquelas que estão localizadas em locais muito vulneráveis socialmente, próximo a grandes aglomerados, de vilas, afastadas, escolas grandes, com uma área enorme, que o infrator tem interesse porque tem mais condições de encontrar mais equipamentos”, disse Deon.
Alarmes
De acordo com a secretaria, está em estudo a viabilidade da instalação de alarmes monitorados nas escolas ligados diretamente ao Centro de Operações da Brigada Militar.
“Temos que encontrar uma saída emergencial para estancar isso, para proteção a quem lá trabalha, e manter as boas condições desse mobiliário, desse instrumento que as escolas estão recebendo, que a sociedade paga e que também a gente está vendo que o prejuízo tem um elevado custo”, afirmou Deon. O secretário não soube dizer qual é o valor do prejuízo com arrombamentos e furtos nas escolas.
Nota do Emir: Independente do uso de vigilância ou do emprego de segurança eletrônica, a pergunta é: – Sua empresa, sua equipe e sua organização estão preparadas, treinadas e dispostas a realizar esse trabalho para a sociedade?

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