Flagrante de execução por PM


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 8 de julho de 2007

Crime
Flagrante de execução por PM
Câmeras de posto de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, registraram reação de rapaz a agressão por parte de policial e o tiro fatal disparado por cabo

As imagens da execução de um homem por um policial militar na Baixada Fluminense, no Rio, divulgadas ontem pelo jornal Extra, chocaram o país.

O vigia Rubineu Nobre, 29 anos, foi morto, sem chance de defesa, após reagir à agressão do cabo André Luiz da Fonseca, do 15º BPM. O policial havia dado um tapa na cara de Nobre, após abordá-lo em um posto de combustíveis em Duque de Caxias, em fevereiro.

Ocabo Fonseca estava acompanhado do soldado Rodrigo Martins Pinto. O que os policiais não sabiam era que todos os passos do crime foram gravados por câmeras de vigilância do posto.

O assassinato aconteceu pouco depois da 1h30min do dia 10 de fevereiro, no centro de Duque de Caxias. Nobre estava na garupa da moto de um amigo. Eles haviam ido até o local para abastecer o veículo quando foram abordados pelos dois policiais, que decidiram revistá-los.

Como mostram as imagens, o PM determina que os dois levantem as camisas para verificar se não estavam armados ¿ o que, de fato, não estavam. Sem motivo aparente, o policial dá um tapa na cara de Nobre, que, inconformado, reage e tenta atacar o PM. Fonseca saca uma pistola calibre 40 e dá dois tiros. Um atinge o chão, e o outro, o peito do vigia.

O corregedor da Polícia Militar do Rio, coronel Paulo Ricardo Paul, condenou o comportamento do policial. Segundo o oficial, os policias devem fazer uso da arma somente quando a sua integridade física é ameaçada e não há outra alternativa.

– Se ele fez um disparo sem estar agindo em legítima defesa, efetuou um crime – afirmou o coronel, acrescentando que ainda não havia assistido ao vídeo.

Os dois policiais foram presos logo após o crime, mas foram libertados por decisão da Justiça em 22 de fevereiro. Na quarta-feira, eles voltaram a ser presos. Os dois estão no Batalhão Especial Prisional da PM, em Benfica. O mandado de prisão foi emitido pela juíza Anna Christina da Silveira Fernandes, da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

O promotor Marcelo Muniz disse não ter dúvidas de que o caso foi uma execução. Segundo Muniz, Nobre não ameaça o PM em nenhum momento.

– Não havia motivo para atirar no vigia – disse o promotor.


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