Furtos e Roubos de carros crescem 41% em Porto Alegre


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 17 de junho de 2007

Cresceu 41% o índice de roubo e furto de veículos em Porto Alegre e na Região Metropolitana, de janeiro a outubro de 2006. De 48 veículos roubados e furtados por mês, o número saltou para 68. A informação foi divulgada pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindesergs).
A situação tem preocupado o mercado segurador gaúcho. O diretor regional da HDI, Júlio César Rosa, alerta que 90% dos casos de roubo de carros acontecem quando as pessoas estão saindo ou chegando em casa. “É importante ter muita atenção nestes momentos, pois em apenas 30 segundos se pode perder o carro e até mesmo a vida”, diz.
Os dados das seguradoras revelam que, somente na capital gaúcha, o aumento foi de 29% nos meses de agosto, setembro e outubro deste ano, em relação a igual período de 2005. Já na região metropolitana, o crescimento foi de 150%.
Atualmente, 70% das ocorrências são por roubo, crime que ocorre quando o ladrão aborda o proprietário ainda no carro, e 30% de furto, delito praticado na ausência do motorista. Em Porto Alegre, 33% do número total dos casos acontecem nos bairros Passo D’Areia, Petrópolis, Cristo Redentor, Sarandi e Jardim Itu. Na região metropolitana, Canoas lidera o ranking, seguida por Esteio, Sapucaia e Cachoeirinha.
Para o diretor regional da Marítima Seguros S.A., Alberto Müller da Silva, o número de furtos e roubos aumentou por causa da facilidade que os ladrões têm de praticar este tipo de delito, pois falta segurança pública. “Não existe mais horário e nem lugar para assaltar, muito menos marca de carro determinada. Hoje em dia, toda a sociedade corre o risco”, enfatiza.
Já o o diretor técnico e comercial da Confiança, Antonio Carlos L. Carneiro, acredita que o crescimento desse índice acontece em todo o país, mas, principalmente, nos Estados mais desenvolvidos. “As causas são várias e muitas delas discutíveis, mas tenho a convicção de que são oriundas de fatores sociais e educacionais”, afirma.
Medidas – Os seguradores acreditam que para coibir este tipo de crime é preciso a realização de um trabalho conjunto entre seguradoras, órgão de segurança, montadoras de automóveis e a sociedade (segurados).
Entre as medidas sugeridas estão, para as seguradoras, a avaliação do mercado, com taxação adequada para os prêmios dos veículos, com maior índice de furto e roubo; aplicação de dispositivo anti-furto; bloqueador, rastreador e localizador; incentivo da campanha de combate à fraude, através do Disque fraude 181; e desenvolvimento de campanhas junto a Órgãos de Segurança, no combate a furto e roubo.
Já aos Órgãos de Segurança caberia a fiscalização dos desmanches; catalogação de peças usadas, com procedência; aumento das barreiras de trânsito, com fiscalização voltada para o furto e roubo de veículo; e criação de órgão policial específico para furto/roubo de veículos, com força tarefa constante das polícias para atuar na prevenção e repressão.
Às montadoras de automóveis os seguradores sugerem a fabricação de veículos com identificação das peças nos principais componentes; e veículo com dispositivo de segurança acionado com senha. E por fim, o segurado, na opinião do setor, deve conhecer bem as condições gerais do contrato e zelar sempre por seu patrimônio.

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