Insegurança muda rotina do bairro


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 18 de outubro de 2007

Furtos e roubos de veículos e a ação de ladrões em motocicletas assustam os moradores, que reclamam do aumento da violência na região do Menino Deus

Sair em grupo, sem bolsa, andar atento e evitar andar à noite são condutas reforçadas por quem mora ou trabalha no Menino Deus para evitar ser vítima de assaltos nos últimos meses. Além dos índices de furto e roubo já conhecidos de veículos, os ataques realizados por motoqueiros têm sido mais freqüentes na região.

As histórias de quem sofreu ataques recentemente servem de alerta para aqueles que não foram surpreendidos. A esteticista Marlene Fumegalli, 57 anos, vai de casa ao Praia de Belas Shopping, onde trabalha, sem bolsa e alternando os caminhos a cada dia. Em setembro, uma vizinha, além de ter sido roubada, foi baleada na perna porque demorou para entregar a bolsa ao ladrão que estava de moto. Outra amiga também foi vítima na Rua Múcio Teixeira.

– A gente vê da janela, eles atacam senhoras. Clientes minhas também foram assaltadas na região. E não se vê um policial na rua – protesta Marlene, que já pensou em se mudar do bairro.

A Múcio Teixeira e as avenidas Bastian, Ganzo e Getúlio Vargas são apontadas pelos moradores ouvidos pelo ZH Menino Deus como alvo dos bandidos que assaltam pedestres e roubam carros.

Protegidos pelos capacetes, os criminosos atuam cada vez mais em motos, reconhecem as autoridades (veja contrapontos). Na Bastian, há algumas semanas, ladrões sob duas rodas assaltaram uma dentista, colega do médico Paulo Henkin, que trabalha na região. Na fuga, os ladrões ainda atiraram contra a clínica médica, protegida por seguranças particulares.

– Fazia cerca de dois ou três anos que não tínhamos tantos casos de violência em pouco tempo. E acontecem de dia e à noite – reclama Henkin.

A funcionária de uma van de cachorro-quente, que pediu para não ser identificada, ouve as histórias dos clientes. Um funcionário de casa lotérica teve um envelope roubado, que por sorte, só tinha papéis. Outro morador da Bastian teve o carro levado quando chegava em casa por volta das 20h. Com o medo, moradores e trabalhadores contratam vigias para reforçar a segurança.

Coordenadora do Conselho Comunitário de Justiça e Segurança do Menino Deus, Nelnie Viale Lorenzoni, também recebe as queixas. Nos últimos encontros do grupo, as ocorrências de assalto e roubo de veículos dominaram as reclamações. Formado há mais de dois anos para servir como elo com a Polícia Civil e a Brigada Militar (BM), o conselho deve enviar à Secretaria da Segurança Pública do Estado um ofício solicitando mais policiais para a região. Na última reunião, realizada em outubro, a BM não enviou representante.

– Pedimos maior efetivo na rua. O bairro está se sentindo perdido, não tem um policial a pé – afirma.

Caderno Bairros – Menino Deus da Zero Hora – 18 de outubro de 2007 N° 15392


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