Mãe e filhas escapam de terror


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 29 de março de 2007


A pedagoga Keli Friederich, 28 anos, vivenciou ontem, em Porto Alegre, uma das mais temidas experiências que uma mãe pode enfrentar ao volante.Ao buscar as duas filhas na escola, Keli foi atacada por ladrões que roubaram o carro e, por pouco, não levaram junto as meninas – Vitória, de cinco anos, e Carolina, de apenas nove meses – que estavam dentro do automóvel, presas aos cintos de segurança.
Mulher do vereador da Capital Carlos Comassetto (PT), a pedagoga estacionou o Scénic da família em frente à Escola de Educação Infantil Olívia Palito, na Avenida Teresópolis, às 17h45min.

Retornou ao veículo minutos depois e abriu as portas traseiras. Acomodou Vitória, a mais velha, e colocou Carolina na cadeira para bebê.

– Quando ajustava o cinto da pequena, fui atacada pelas costas por dois homens, um deles armado. A primeira coisa que pensei foi naquele menino do Rio e comecei a desamarrar a Carolina – disse Keli, em estado de choque, horas depois, na 5ª Delegacia da Polícia Civil (bairro Glória), onde o caso foi registrado.

Um dos bandidos pegou a bolsa da pedagoga e alcançou as chaves do veículo ao comparsa, que se sentou ao volante e ligou o motor.

– Eles se revoltaram e começaram a gritar. Aceleravam o carro. Aí, implorei para deixarem pegar minhas filhas. Soltava a Carolina e gritava para esperar, para dar tempo de tirar a Vitória. Graças a Deus, ela conseguiu sair sozinha. Foi só o tempo de pular e eu pegá-la pela mão – contou Keli.
A notícia chegou logo depois ao marido, que estava na Câmara.– Na hora em que fui avisado, não sabia o que tinha acontecido com as crianças – contou Comassetto.
O vereador é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública e, por coincidência, terá, às 14h de hoje, uma reunião com representantes de escolas e das secretarias municipal e estadual de Segurança. Assunto: furtos e roubos junto a estabelecimentos de ensino.
O susto relembra a barbárie sofrida pelo menino João Hélio Fernandes, seis anos, em 7 de fevereiro, no subúrbio do Rio. O Corsa Sedan dirigido pela mãe do garoto foi parado por ladrões. Os bandidos arrancaram o carro quando a mulher tentava tirar João Hélio, que ficou preso ao cinto de segurança e foi arrastado por sete quilômetros pelo asfalto.
( joseluis.costa@zerohora.com.br )

Tags:


Eu quero mais artigos como este!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *