Mãe e filho ficam quatro horas reféns no Litoral


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 25 de junho de 2008

25 de junho de 2008 N° 15643
Seqüestro Relâmpago
Mãe e filho ficam quatro horas reféns no Litoral
Na fuga, ladrões capotaram e destruíram carro das vítimas

Ao ver o seu Grand Vitara capotado na Avenida Beira-Mar, em Imbé, um administrador de empresas de 33 anos, vítima ao lado de sua mãe de um seqüestro relâmpago horas antes, sentiu-se aliviado e triste, na madrugada de ontem.
Triste, por constatar a perda total do veículo, ano 2002, comprado recentemente em São Paulo e ainda não segurado. E aliviado, por não estar no interior do utilitário quando assaltantes perderam o controle da direção:
– Foi um milagre termos escapado ilesos após tantas horas de sofrimento.
O perigo imposto a mãe e filho se estendeu por cerca de quatro horas. Eles foram rendidos às 19h30min de segunda-feira, quando o administrador de empresas estacionou o veículo e ligou para sua noiva de um telefone público, em Mariluz. Recorreu ao orelhão em função do custo menor, já que a noiva está em São Paulo. Bastou tirar o telefone do gancho para ser atacado por dois encapuzados armados. As vítimas foram levadas até a beira da praia, onde havia outro bandido.
– Na areia, começaram as ameaças. Disse para eles que não éramos ricos, mas que podia sacar até R$ 1 mil. Foi o jeito que achei para acalmá-los, pois falavam em nos matar – lembra ele.
O administrador foi levado até o Itaú, no centro de Tramandaí.
– Eles seguiram pela Avenida Paraguassu gritando que se passassem por uma barreira da polícia ia morrer todo mundo. Mas tive medo de morrer quando saí da agência e vi que eles estavam com os rostos descobertos, sem medo de serem identificados por mim. Achei que ia ser executado – conta.
A vítima decidiu arriscar. Deixou o dinheiro no chão e saiu correndo, refugiando-se em uma locadora de filmes, de onde acionou a Brigada Militar, às 21h. A dupla fugiu com o carro em direção a Mariluz, para buscar o comparsa, mas capotou o carro.
Mulher foi achada pela polícia caminhando na rua
Mesmo solto, o administrador se atormentava: sua mãe continuava com os assaltantes. A aflição se estendeu até as 23h40min, quando a contadora aposentada, de 70 anos, foi localizada por policiais civis caminhando desnorteada em Mariluz.
– Por mais de duas horas fiquei na delegacia, temendo o que poderia ter ocorrido com ela. Quando disseram que o carro tinha capotado, fiquei mais preocupado. Só sosseguei quando a reencontrei – afirma o filho.
a aposentada adotou uma postura conciliadora com o seqüestrador:
– Eu disse que eles teriam tudo que queriam se agissem com calma.
Primeiro, convenceu o assaltante a usar o celular. Depois, pediu para que não fosse levada na fuga.
– Disse para ele que o que estava fazendo era algo muito errado – recorda a senhora, que estava desde domingo no Litoral Norte para coordenar a colocação de uma cerca na casa de praia, que já foi alvo de arrombamentos.
De volta à Capital, mãe e filho aguardam a prisão dos bandidos. É um trio que o delegado Álvaro Butelli acredita ser formado por foragidos do semi-aberto. Segundo ele, entre as pistas para chegar aos autores do crime podem estar vestígios de sangue encontrados no interior do Vitara.


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