Masp dobra número de câmeras de segurança


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 25 de setembro de 2008

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25/09/08 – 06h52 – Atualizado em 25/09/08 – 09h03

Masp dobra número de câmeras de segurança
Quantidade de equipamento no museu paulista subiu de 48 para 96.
Tecnologia permite soar alarme diante de movimento estranho.

Carolina Iskandarian
Do G1, em São Paulo

Monitor exibe imagem de câmera de circuito interno direcionada para hall do Masp (Foto: Divulgação)

O número de câmeras previstas para a vigilância do Museu de Arte de São Paulo (Masp), que tem um dos acervos mais importantes da América Latina, dobrou. De 48 unidades passou para 96. A medida foi tomada após o furto de duas obras em dezembro do ano passado – uma de Pablo Picasso e outra, de Candido Portinari. Os novos equipamentos de segurança devem entrar em funcionamento definitivamente no início de novembro.

Chamado sistema de videoanálise, o material permite identificar na hora se um quadro está sendo retirado da parede ou se há alguma ação estranha nos corredores do museu, localizado na Avenida Paulista. “Ele dispara um alarme na central de monitoramento diante de qualquer movimento contrário (ao programado)”, explica Patrícia Abreu, da LG Security System, responsável pela instalação das câmeras.

A demonstração de como funcionará o novo sistema de segurança ocorreu na tarde de quarta-feira (24), durante o seminário “Segurança e Museus”, na sede da Secretaria de Estado da Cultura, no Centro de São Paulo.

Patrícia exemplifica uma situação de alerta. Se em uma parede do museu o sistema registra um número exato de quadros pendurados, o operador das câmeras terá como ver em sua tela de computador se falta uma imagem.

Caso o quadro seja retirado, a câmera naquele ponto filma a ação e a lacuna na parede será apontada em vermelho, alertando a central de segurança. A simulação foi demonstrada ao G1. Na hora, soa o alarme, que também dispara se algum visitante, mesmo que por descuido, ultrapassar a linha de segurança das obras ou tocá-las. Segundo ela, a central de monitoramento foi instalada dentro do prédio e é blindada. “É importante o operador se sentir seguro para trabalhar”, justifica.

Fabricadas com tecnologia coreana, as câmeras estão por toda parte. Até no vão livre do Masp, por onde circulam muitas pessoas dia e noite. “O zoom permite identificar nitidamente uma pessoa do outro lado da Avenida Paulista”, garante Renata Mozzini, da Cia Integradora, empresa que trabalha em parceria com a de Patrícia.

Segundo ela, o projeto já está em funcionamento, mas ainda faltam acertar alguns detalhes para que tudo esteja pronto até novembro, no anúncio oficial. Renata garante que a tecnologia, já utilizada em indústrias, “é a primeira a ser implantada em museus brasileiros”. Todo o equipamento foi doado ao Masp que, de acordo com Renata, não desembolsou um centavo.

Guarda armada

A questão do preparo dos vigilantes também foi abordada no seminário, que contou com a presença de representantes de museus. Claudio Cecílio de Oliveira coordena desde julho a segurança da Pinacoteca do Estado, que também foi alvo de criminosos. Quatro obras foram levadas em sacolas, numa ação registrada pelas câmeras do circuito interno.

Oliveira é um dos que defendem a vigilância armada nos museus. “A arma é um mal necessário. O criminoso vê a oportunidade. Se a vigilância for armada, vai causar mais dificuldade (ao ladrão)”, afirma. Apesar disso, ele reconhece o risco de incidentes “se as pessoas são destreinadas”.

Bacharel em direito, Oliveira reclama ainda da rotatividade de guardas nas empresas terceirizadas. Segundo ele, há um grande problema se um vigilante falta e é substituído por outro que não está acostumado a trabalhar em museus. “O cara chega com um instinto, um olhar diferente”, diz, citando os guardas que trabalham longe do contato com o público. Por isso, ele conta que treina homens a mais, que sejam aptos à função.

Claudinéli Moreira Ramos, da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria de Estado da Cultura, se mostra reticente em relação ao uso de armas. “É preciso ver a situação de cada museu. Guarda armada não é a solução para todos”. Ela defendeu medidas para o controle de acesso de entrada do público, como a instalação de detectores de metal e sensores de presença.


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