No rastro dos assaltos


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 18 de agosto de 2006

um coquetel de tecnologia, preços atrativos e violência urbana está turbinando o mercado de equipamentos para localizar e bloquear veículos à distância. Do último ano para cá, os aparelhos rastreadores, localizadores e bloqueadores (as três principais variedades) ficaram mais baratos e se tornam uma opção cada vez mais viável tanto para o motorista comum quanto para empresas de transporte.
– Os equipamentos evoluíram muito – avalia Paulo Barrachina, coordenador do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), órgão brasileiro que atesta a eficiência de aparelhos de bloqueio e rastreamento.
Sistemas similares existem no Brasil há pelo menos 10 anos, e logo foram adotados pelo setor de cargas. Com a melhoria e o barateamento dos equipamentos, Barrachina estima que o mercado desses produtos cresça de 30% a 40% ao ano, abrindo oportunidades para novas marcas e serviços. O Cesvi já certificou cem produtos diferentes. No Rio Grande do Sul, o órgão – que não tem fins lucrativos e é ligado à Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg) – atestou a qualidade de cinco marcas: STV, PKR, RG Com, Protesat e Cielo. No entanto, o consumidor pode comprar produtos de qualquer empresa nacional, desde que seja oferecida cobertura em território gaúcho, prática comum entre as principais fornecedoras.
O incentivo das seguradoras de veículos é fundamental para a disseminação dos aparelhos. O consultor de vendas Miguel Murillo, por exemplo, ganhou um desconto de 10% no seguro com a instalação de um rastreador, a variedade mais sofisticada entre os sistemas.
Com localização por satélite e comunicação de dados via rede de telefonia celular, Murillo pode monitorar o carro por uma página da Internet enquanto a mulher passeia pela cidade – prática negada entre risadas pelo consultor.
– Graças a Deus, ainda não precisei utilizar o sistema – conta Murillo.
Os percentuais de desconto na apólice variam muito conforme a idade do motorista, a cidade e, principalmente, o modelo do carro. No caso dos mais visados pelos assaltantes, o rastreador chega a ser uma condição obrigatória para a contratação da apólice.
– Muitas vezes, o desconto no seguro paga o aparelho – garante Carlos Rodrigues, coordenador operacional da STV.
As seguradoras, no entanto, tratam o assunto com cautela, mas admitem que incentivam o uso dos equipamentos. – Reduz o risco e certamente tem um desconto – diz Ricardo Xavier, diretor de automóvel e assuntos institucionais da Fenaseg.
A precisão da localização não é cirúrgica, mas suficiente para recuperar o carro em caso de roubo, por exemplo. Em um assalto, Murillo ligaria para a central de atendimento da empresa e pediria o bloqueio do veículo. Lentamente, para evitar uma colisão, o combustível é cortado, o alarme dispara, e o ladrão fica a pé.
Além do aparelho, que pode variar entre R$ 450 e R$ 1,7 mil dependendo do sistema, o motorista deve estar preparado para arcar com uma taxa mensal ou anual. O custo varia conforme os serviços contratados, mas supera os R$ 100 mensais se a empresa oferece monitoramento 24 horas, o tipo mais caro.

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