Nova estratégia contra quadrilhas


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 12 de maio de 2008

Enquanto não pode contar com a Lei dos Desmanches para fiscalizar a venda irregular de peças, a Polícia Civil começa a adotar uma nova estratégia para combater a indústria do roubo e furto de carros.
A Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos irá concentrar suas ações nas quadrilhas de ladrões. Até então, o foco estava direcionado aos receptadores.
– Até a legislação mudar, vamos investir no trabalho para tirar de circulação os bandidos que assaltam nas ruas. Por enquanto, não temos muito o que fazer nos desmanches – observa Heliomar Athaydes Franco, há dois meses no comando da delegacia especializada em investigar os bandos que atacam motoristas.
A convicção dos policiais se cristalizou após as últimas investigações desse tipo de assalto.- Pensávamos que havia muita gente roubando.
Agora, sabemos que há poucos roubando muito, convergindo para os mesmo locais de receptação – revela Heliomar, que promete para as próximas semanas um golpe nas quadrilhas do ramo.
Os estragos provocados pelos ladrões seguem preocupando a polícia, apesar da queda nos índices no primeiro quadrimestre deste ano em comparação ao ano anterior. Todos os dias, ladrões deixam 81 motoristas a pé no Rio Grande do Sul. Somente em Porto Alegre, são levados, em média, 37 veículos por dia, 20 deles roubados com ameaça ou violência contra as vítimas.
Secretário acredita na eficiência das barreiras
Quinta-feira à noite, a estudante de Psicologia Luciane Bittencourt Schmitt, 24 anos, foi obrigada a entregar seu Celta a bandidos. Ela foi abordada na Avenida Assis Brasil, zona norte da Capital, por dois homens em uma moto. Perdeu o automóvel modelo 2005, a bolsa e os livros da faculdade. Ficou com a conta do som comprado há dois meses por pagar e em dúvida se deve adquirir outro veículo.
– Levaram o carro do meu pai no ano passado. Agora foi o meu. Estou até com medo de comprar outro – lamenta a estudante.
O secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, acredita que os índices de roubo e furto de veículos seguirão caindo nos próximos meses.
– Vamos continuar com as barreiras da Brigada Militar para retirar assaltantes de circulação – garante Mallmann.
Como funciona o rastreamento
Um aparelho pouco maior do que um telefone celular é instalado dentro do veículo, em local desconhecido até mesmo pelo proprietário
O equipamento emite dados a uma central de computadores por meio do sistema General Packet Radio Service (GPSR) – o mesmo usado pela telefonia celular para transmissão de dados
Em caso de furto ou roubo, o motorista pode ligar para um telefone gratuito da central de monitoramento e pedir o bloqueio do veículo. Para ter acesso ao serviço, ele recebe uma senha
Da central, via computador, os operadores conseguem bloquear a injeção de combustível e a corrente elétrica do veículo. O sistema alcança todas as áreas onde há antenas de celular
Em menos de 20 minutos, o carro pára. Via satélite, é possível saber a localização do automóvel e chamar a polícia para recuperá-lo
Bloqueadores
Empresas oferecem também um serviço exclusivamente de bloqueio do veículo via satélite. O sistema é semelhante ao anterior, mas a central de monitoramento apenas interrompe o funcionamento do carro, sem indicar sua localização
Quanto custa
A instalação do equipamento custa a partir de R$ 700
Para ter o rastreamento, o proprietário precisa pagar uma mensalidade média de R$ 90. O preço pode ser mais alto caso o cliente queira ter outras vantagens, como a opção de acompanhar a localização do carro via internet
Aplicação
Automóveis, vans, caminhões e motos

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