o Brasil, existem mais de 2 mil empresas, que empregam cerca de 500 mil profissionais. Número deve crescer 40% em quatro anos


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 20 de outubro de 2010

Setor de Segurança Aquecido
No Brasil, existem mais de 2 mil empresas, que empregam cerca de 500 mil profissionais. Número deve crescer 40% em quatro anos
 
A segurança pública, pouco eficiente em muitos casos no combate à violência nas grandes cidades, tem fortalecido e alavancado um mercado cada vez mais crescente nos últimos anos: o da segurança privada. Se por um lado a criminalidade gera insegurança, medo e prejuízo, por outro aquece o ramo da vigilância particular e patrimonial. Quer dizer, a insegurança acaba sendo um excelente negócio para quem investe nesta área. Hoje há no Brasil mais de 2 mil empresas atuando legalmente  e empregando aproximadamente 500 mil profissionais. Contudo, o número de firmas pode duplicar e o de vigilantes triplicar se for contar o trabalho de vigilância informal. Ou seja, somadas, passam de 4 mil as firmas que atuam neste mercado. Já a mão de obra total do setor chega a 1,5 milhão.
De acordo com os dados da Associação Brasileira das Empresas de Vigilância (Abrevis) e do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Rio (Sindesp-RJ), no Rio de Janeiro, são 189 empresas legalmente constituídas e 50 mil vigilantes trabalham registrados. Sendo 13 empresas e 4 mil vigilantes em Niterói.
O setor legalizado deverá crescer até 40% nos próximos quatro anos. Uma média de 10% ao ano. Segundo o presidente do Sindesp-RJ, Edson da Silva Torres, dois seriam os motivos para este boom na segurança privada. Eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 e a possível aprovação de um projeto de lei que cria o Estatuto da Segurança Privada. Em debate na Comissão Especial de Segurança Privada da Câmara dos Deputados desde abril de 2009, a nova legislação visa, entre outras coisas, criminalizar a segurança privada clandestina.
“Se aprovado, o Estatuto vai penalizar também quem contrata o clandestino. Só assim vamos inibir a prática ilegal e alavancar mais ainda o setor formal que deverá crescer numa média de 10% ao ano nos próximos quatro anos até 2014 muito em função também da Copa e das Olimpíadas”, avalia o presidente do Sindesp-RJ.
Faturamento
De acordo com a Abrevis, o faturamento das empresas de segurança privada pode variar de R$ 800 mil a R$ 20 milhões. Apesar dos valores muito animadores, o diretor administrativo da Abrevis, Victor Saeta de Aguiar, ressalta que o lucro líquido dessas importâncias vultosas chegam no máximo 7% do valor. “
Os encargos, o custo operacional e a infraestrutura são exorbitantes. Normalmente o lucro dessas empresas fica em torno de 5%. As empresas de grande porte, que trabalham com mais de 5 mil vigilantes é que chegam a faturar até 7%”, comenta o diretor da Abrevis.
Alto custo
O executivo informa que os órgãos públicos são os que mais contratam os serviços de segurança privada seguido dos bancos e indústrias. Um dado ruim do setor é a vida útil baixa de muitas empresas. Algumas duram no máximo cinco anos por causa dos altos custos.
“Para alcançar uma estabilidade financeira, elas precisam estar de oito a dez anos no mercado. Além da folha de pagamento e impostos altos, o custo operacional delas são enormes. Armamento, munições, circuito de monitoramento e carros blindados são despesas altíssimas que o empresário do ramo arca para manter o negócio”, afirma. 
Saeta discorda da tese de que o crescimento do mercado esteja ligado diretamente a aumento da violência.
“Não é correta essa associação direta. Hoje, no Brasil, o mercado da segurança privada está aquecido devido ao desenvolvimento econômico do País. Lógico que a violência interfere. Por exemplo, a escolta a transporte de carga cresce 10% ao ano em função dos altos índices de roubos a caminhões de carga”, explica Victor Saeta.
Capital de R$ 300 mil para investir na área
O presidente da Sindesp-RJ, Edson Torres, que também é vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), informa que o investidor precisa de um capital médio de R$ 300 mil para iniciar o negócio.
“De cara ele terá que comprovar, junto à Polícia Federal, um recurso financeiro disponível de R$ 150 mil. Somado à infraestrutura necessária o valor poder chegar a R$ 300 mil”, explica.
Dentro da infraestrutura citada pelo presidente da Sindesp-RJ estão imóvel específico (que só poderá ter este fim), veículos (blindados ou não), armamento que precisa de um cofre para armazenar  e mão de obra inicial de 30 vigilantes.
De acordo com Victor Saeta da Abrevis, leva-se em média seis meses para abrir uma empresa privada. Entre as exigências da PF, Saeta destaca a ficha limpa dos vigilantes.
“Eles não podem ter antecedentes criminais, ter processos judiciais ou serem policiais. Para se proteger, o primeiro passo de quem quer entrar no ramo é saber o que diz a Lei Federal 7.102/83 e suas portarias. Legislação que estabelece normas do setor. O único problema é a PF que não tem uma estrutura suficiente para fiscalizar como deveria”, informa o diretor da Abrevis. 
Uma empresa de pequeno porte, com número de 100 a 400 vigilantes, tem faturamento médio mensal de R$ 800 mil. A de médio porte, acima de 400 vigilantes, pode ganhar 2,4 milhões. Já a de grande porte, com mais de seis mil vigilantes, pode faturar R$ 20 milhões.
A Duelo Segurança Patrimonial, com sede em Piratininga, Região Oceânica, está há dois anos no mercado e já atende a 18 clientes. Entre eles, boates, casas de festas e eventos e condomínios residências. Com 70 vigilantes fixos e 250 terceirizados, prestando segurança armada e desarmada, a meta da empresa é captar novos contratos em 2011.
“Queremos expandir no negócio para o Rio de Janeiro no ano que vem. Atuamos também na escolta pessoal de executivos e empresários usando carros blindados”, informa o diretor operacional da Duelo, Mário Diniz.
Ele diz que os clandestinos são uma “pedra no sapato”.
“Como não pagam tributos, acabam oferecendo uma mão de obra pela metade do preço. Um vigilante meu custa, em média, R$ 100 para o cliente. Já a empresa ilegal o oferece por R$ 50”, comenta o diretor da Duelo.
A Tigre Apoio e Zeladoria, também de Niterói, trabalha com terceirização de portaria e zeladoria em condomínios. Seu diferencial é justamente usar vigilantes no serviço de porteiro e zelador.
“Por serem vigilantes, tem toda uma noção de segurança que um porteiro comum não tem. Sem contar que todos têm um rádio direto com a central para qualquer emergência”, explica o supervisor da empresa Ricardo Mesquita, que tem 90 vigilantes a sua disposição. 
Há três anos na prestação do serviço de monitoramento de Circuito Fechado de TV (CFTV), a Vigprof Serviços Profissionais, com sede no Centro de São Gonçalo, tem seu sistema implantado em 26 lojas de uma grande rede de varejo que atua no Grande Rio e Espírito Santo.
“Como o nosso serviço de monitoramento de CFTV é de qualidade, a empresa para qual prestamos este serviço nos solicitou a implantação da fiscalização de loja”, explica o diretor administrativo da Vigprof, Maurício Andrade. n
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