Patrimônio – Equipamento continha dados sigilosos


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 30 de novembro de 2007

Patrimônio – Equipamento continha dados sigilosos

17/11/07

Vídeo revela ladrão de laptop – Morador da Rocinha é identificado como oinvasor do apartamento de capitão da PM.

Rio – Impressões digitais e imagens captadas por circuito interno de TVpermitiram que a 14ª DP (Leblon) identificasse Devair Silva de Souza, 22anos, como o responsável pelo furto do laptop (computador portátil) docapitão Vitor Valle, ajudante de ordens do comandante-geral da PM, coronelUbiratan Angelo. Como O DIA noticiou ontem com exclusividade, o aparelhocontinha informações sigilosas da corporação, como endereços e telefonesde oficiais, que foram parar nas mãos de traficantes da Favela da Rocinha,em São Conrado, onde morava Devair. O fato é negado pelo setor deRelações-públicas da PM.

De acordo com investigadores, Devair entrou pela varanda do apartamento,que dá para mata, no Alto Leblon. Na ação, ele arrombou uma das portas.Além do laptop, foram levados cordão masculino de 40 gramas de ouro,avaliado em cerca de R$ 1.900, outras jóias, camisa do Boca Juniors, umiPod e R$ 600 em espécie.

Na ocasião, dia 17 de outubro, só o apartamento do militar foi furtado eDevair saiu pela porta da frente do prédio. Desde então, policiais do 23ºBPM (Leblon) fizeram três operações na Rocinha para tentar reaver pelomenos o laptop. Agentes da 14ª DP também foram à favela para prenderDevair.

Acusado de três roubos a residências – um no Recreio e dois na Barra daTijuca -, Devair responde ainda por uso de documento falso. Em 7 de julho,foi preso por agentes da 52ª DP (Nova Iguaçu), Baixada Fluminense, maspassou cinco dias na cadeia, como determinava a prisão temporária.

MANDADO DE PRISÃO

Há duas semanas, agentes da 14ª DP encaminharam o pedido de prisãopreventiva ao Ministério Público. Eles aguardam decisão da Justiça sobre ocaso. Porém, há mandando de prisão contra Devair expedido pela 29ª VaraCriminal da capital desde 16 de outubro, 24 horas antes de o criminosoinvadir o apartamento do capitão.

O furto mobilizou o alto comando da PM. Para muitos oficiais, reaver oaparelho – embora fosse de uso pessoal do capitão – é questão de honra.

Em março, furto no QG

Quem chega ao gabinete do comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Angelo,depara-se com cadeado eletrônico na porta que dá acesso à sala. A partirdali, a entrada depende de senha personalizada. A medida foi adotadadepois que, em março, desapareceu outro laptop, usado por umajudante-de-ordens e contendo informações sobre compromissos docomandante-geral e telefones de comandantes da PM. No mesmo roubo, foilevado um palmtop, que também pertenceria a um ajudante-de-ordens.

Na ocasião, o episódio foi negado pela cúpula da corporação, que alegou”envio para o conserto”. No entanto, na época, foi aberto um InquéritoPolicial Militar (IPM) para apurar o caso. Dois policiais foram presosadministrativamente por quatro horas, naquela época.

Houve outros furtos. Em 16 de fevereiro, sexta-feira de Carnaval, váriosdocumentos foram levados da Diretoria Geral de Pessoal (DGP).

O serviço de relações-públicas da PM informa que não vai se pronunciarsobre os furtos de março, do laptop e de fevereiro, dos documentos da DGP.

Fonte: O Dia On-line


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