Porto Alegre – Ladrões roubam carro e levam cadela


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 21 de abril de 2008

Ladrões roubam carro e levam cadela
Assaltantes não consideram apelo e seqüestram animal
Dois assaltantes não se contentaram em roubar o automóvel de uma família em plena tarde de sábado, na Capital.
Levaram também a cadela de estimação que se encontrava no veículo, apesar dos apelos da vítima do roubo, a dentista Tereza Prietsch Köhler, 58 anos. O insólito seqüestro arrasou os donos do animal que, desde então, empreendem buscas pela cidade atrás do xodó da família.
Por volta das 14h30min, Tereza resolveu levar a cadela Layka, uma Labrador de sete anos, para tomar banho em uma pet shop. A dentista colocou o animal na parte de trás de um Honda Fit, abriu o portão eletrônico da garagem de casa, no bairro Petrópolis, e aguardava a passagem de um carro pela Rua Professor Ivo Corseuil para dar ré e manobrar. Nesse momento, dois jovens que caminhavam pela calçada abordaram Tereza. Um deles apontou uma arma e a fez descer do automóvel.
— Eu pedi que apenas me permitissem tirar a cadela do carro. Eles não deixaram e foram embora com ela — lamenta a vítima.
O carro foi encontrado pela polícia no mesmo dia, após ser usado no assalto a uma loja de artigos esportivos. Mas não havia sinal de Layka – que leva a mesma denominação da cadela que orbitou a Terra em 1957, em uma missão russa.
Ela entrou na família como presente do aniversário de 15 anos do filho de Tereza, o estudante de Publicidade Felipe Prietsch Köhler, hoje com 22 anos. Desde então, o temperamento calmo e afetuoso conquistou os Köhler. Quando a mãe contou ao filho o que havia ocorrido, logo depois do assalto, Felipe chegou a correr desesperado pela rua, de pés descalços, atrás do automóvel.
— Minha namorada dizia que eu gostava mais da Layka do que dela — conta.
O drama do estudante foi agravado pela condição de saúde do bicho de estimação. Depois de acreditar que a cadela estava grávida, uma ecografia indicou que o inchaço abdominal, na verdade, era decorrente de uma infecção. Uma noite, chegou a passar a noite na cama do dono, que não dormiu tentando confortá-la das dores. Na semana passada, sofreu uma cirurgia para a retirada do útero, e se recuperava da operação quando foi levada.
— Todos a adoravam, a nossa família, os nossos amigos, os vizinhos. Era um animal fora de série, jamais machucou ninguém — relembra.
Família faz campanha para reencontrar animal Felipe já percorreu diversos bairros próximos atrás dela. Enquanto distribui folhetos, liga para rádios, conversa com guardas de rua, taxistas e agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) em busca de qualquer informação que possa levar a seu paradeiro, o jovem se emociona ao imaginar o que pode estar passando o animal com quem estabeleceu uma relação de amor.
— Me dói pensar o que ela pode estar sofrendo. Preferia que tivessem encontrado ela, não o carro — resume.
Os roubos de veículo já fazem parte da rotina da família. Nos últimos anos, já foram levados quatro automóveis dos pais de Felipe. O último ataque, porém, se revelou o mais doloroso.
ZERO HORA

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