Rio Grande do Sul: 16 motos somem por dia


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 2 de maio de 2008

Veículos
16 motos somem por dia
Levantamento feito pela Secretaria da Segurança Pública aponta que 6.028 motocicletas foram furtadas ou roubadas no Rio Grande do Sul em 2007

Uma alarmante estatística preocupa motociclistas: uma média de 16,5 motos são roubadas ou furtadas ao dia no Estado, das quais 13 na Região Metropolitana.
O quadro fica pior levando-se em conta outro dado divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP): usando motocicletas quase sempre roubadas, todos os dias ladrões cometem 12 assaltos apenas na Capital.
Pelas estatísticas da SSP, em média, entre sete e oito motos são roubadas ou furtadas apenas em Porto Alegre por dia.
– Sabemos que falta gente na polícia, mas o descaso com as motos é muito grande e está tendo reflexos em toda a população – afirma o presidente da Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul, Leandro Balardin.
O presidente do Sindicato dos Motoboys (Sindimoto), Valter Ferreira, vai além:
– Há tempos dizemos que são mais de cinco roubos a motos por dia na Capital. Esse número cresceu e ninguém faz nada. A situação é de caos. O motoboy é o principal alvo dos ladrões.
Ferreira e Balardin garantem que o número de roubos ou furtos é bem maior do que o registrado. Para isso, baseiam-se em uma modalidade de roubo sobre o qual a polícia ainda não tem dados computados: a extorsão. Os ladrões levam a moto e, horas depois, fazem contato com a vítima e pedem dinheiro para devolver o veículo. Detalhe: os donos têm de ir pessoalmente às vilas para buscar a moto, sujeitando-se assim a novos roubos.
Em média, os gatunos pedem R$ 400. Com os documentos ou o celular do dono, descobrem um telefone de contato, ligam e começam a discutir a troca. Ou, em alguns casos, mandam crianças parar motoboys nas ruas para “procurar” as vítimas.
– Os guris abordam a gente, e a conversa é sempre a mesma: sabe aquela moto da cor tal, roubada na rua tal? Pois é, ela tá na vila tal, e quem pegou quer negociar. Como quase todos os motoboys se conhecem, um vai passando para o outro, até que a notícia chega ao ouvido da vítima – conta um motoboy, que pediu para não ser identificado.
Foi o que ocorreu com o comerciante Jorge Silva, 50 anos. Dono de uma empresa de tele-entrega que atua na Capital e tem 35 motoboys, nos últimos 10 anos ele foi vítima de 15 assaltos. Em sete deles, todos ocorridos no segundo semestre do ano passado, Jorge foi às vilas, pagou e conseguiu reaver o veículo.
– Sei que a polícia é contra isso, mas se eu não buscar a moto, algum policial vai buscar ela para mim? Sei dos riscos, mas não tenho condições de arcar com um prejuízo desses – diz.
Polícias não têm setor especializado
Oficialmente, Brigada Militar e Polícia Civil não têm um setor especializado para combater os crimes envolvendo as duas rodas, seja nos roubos de motos ou nos assaltos cometidos por motoqueiros. A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), conforme o delegado Heliomar Ataydes Franco, este ano não desbaratou quadrilhas de ladrões de moto. Mesmo assim, o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ranolfo Vieira Júnior, não vê motivos para a criação de uma especializada de motos, ou mesmo uma divisão dentro da DFRV.
– Investigamos roubo em geral, de todos os veículos – informa.
O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital, coronel Jarbas Carvalho Vanin, lembra que a Brigada tem feito barreiras para flagrar motos roubadas.-
O proprietário tem de se precaver, andar atento no trânsito – lembra o coronel Vanin.

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