Roubo de carro aumenta 6,3% em fevereiro


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 8 de março de 2009

08 de março de 2009 | N° 15901- Jornal Zero Hora

SEGURANÇA

Roubo de carro aumenta 6,3% em fevereiro

Assaltantes fizeram ao menos 1,1 mil vítimas, de acordo com secretaria

Uma média de 39 gaúchos precisou entregar seus veículos a ladrões armados no mês passado. Foram 1,1 mil vítimas de roubo de veículos em fevereiro, um aumento de 6,3% em comparação ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo estatística da Secretaria da Segurança Pública.

Esse tipo de crime seguia tendência de queda desde outubro passado, resultado, em parte, das políticas de barreira da Brigada Militar. Também contribuíram para a redução as quatro operações da Delegacia de Roubo de Veículo realizadas entre agosto e outubro e responsáveis pela desarticulação de bandos que levavam veículos para fora do Estado.

Do total de roubos, em fevereiro, Porto Alegre foi cenário para 45% dos ataques a motoristas, com 503 casos. Depois da Capital, as ruas de Canoas foram as mais inseguras para os condutores gaúchos. O município concentrou 10% dos assaltos.

– É mais um crime motivado pelo crack. Dependentes estão roubando carros nacionais e vendendo por R$ 300 para comprar droga. Os importados são trocados por R$ 500 – avalia o delegado Heliomar Franco, titular da Delegacia de Roubo de Veículo.

Na contramão dos roubos, os furtos de veículos, tipo de crime que ocorre sem a presença da vítima, apresentam queda de quase 10%.

Delegado associa queda nos homicídios a combate a drogas

O levantamento, contudo, também traz boas notícias. Os números de homicídios tiveram pequena queda. A redução foi comemorada pelas autoridades policiais. Em janeiro, o número havia aumentado em relação ao primeiro mês de 2008. O delegado Bolívar Llantada, da Delegacia de Homicídios, acredita que o combate ao tráfico de drogas possa ter influenciado na redução do número de mortes.

– Pelo menos na Região Metropolitana, os dois crimes, homicídio e tráfico, estão interligados. Mas não adianta prender traficante e não ajudar às regiões mais pobres. A polícia não pode ser a única representante nessas comunidades conflagradas pela violência – afirma o delegado.

francisco.amorim@zerohora.com.br

FRANCISCO AMORIM


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