Ruas com mais furtos e roubos e Porto Alegre


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 11 de março de 2007

Ruas com mais furtos e roubos
Autoridades e motoristas opinam sobre o que leva duas vias da Capital a serem mais visadas pelos criminosos
CARLOS WAGNER
Autoridades apontam o intenso fluxo, o número de carros estacionados durante a noite e a extensão das vias como características principais das ruas e avenidas que registraram mais furtos e roubos de carros em Porto Alegre, ano passado. Moradores e freqüentadores desses locais acrescentam um motivo a mais para o fenômeno: carência de policiamento.
Ontem, Zero Hora publicou reportagem mostrando, além das vias com mais registros em 2006, os dias e os horários preferidos dos ladrões, bem como o ano dos carros visados. As informações foram divulgadas pelo Serviço de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública. ZH foi a duas das vias listadas.
Desavisada sobre estar estacionada em uma das campeãs de furtos e de roubos, a Rua Ramiro Barcelos, nas proximidades do Hospital de Clínicas, a dona de casa Paola Beier Carneiro aguardava a volta de uma amiga ouvindo música.
– Já fui alertada mil vezes pelo meu marido de que é perigoso ficar dentro do carro. Acabei me descuidando para poupar o pagamento do estacionamento – justificou.
Ontem, o subcomandante-geral da BM, coronel Paulo Roberto Mendes, observou que a Ramiro Barcelos e outras ruas da região têm sido alvo dos ladrões porque há muitos prédios sem garagem, e os veículos passam a noite na rua.
– No caso específico do trecho da Ramiro, próximo ao Hospital de Clínicas, temos uma grande circulação de veículos dos usuários de serviços hospitalares – disse o coronel.
No outro lado da cidade, a Avenida Assis Brasil figura como o maior ponto de atuação dos bandidos. Segundo o coronel, o fluxo de veículos e o acesso rápido a outros municípios da Região Metropolitana – hospedeiros de quadrilhas especializadas em desmanches de veículos – explicam parcialmente a situação.
Morador antigo da região, o motorista Wilsionir Sidnei Duval, 53 anos, disse que o bairro sofre com a carência de policiamento. O comerciante Celso Miguel dos Santos, 41 anos, tem um restaurante na Assis Brasil e é dono de uma Caravan, que usa para fazer compras: – Certo dia, estava fechando o restaurante quando ouvi um barulho. Fui olhar e vi dois caras levando meu carro. Peguei o carro de um amigo e consegui recuperar a caminhonete. Desde então, ela fica bem aqui, na frente dos meus olhos.

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