Seg.Eletrônica – Uma cidade busca proteção


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 1 de outubro de 2008

Seg.Eletrônica – Uma cidade busca proteção.


23/09/08

Fortaleza: uma cidade vigiada – O medo da violência gera a busca por sistema de proteção. 
Porém, até onde isso não atrapalha as relações interpessoais?

Talvez até mais comum do que encontrar pessoas conhecidas nas ruas, seja deparar-se com aquela frase de “sorria, você está sendo filmado”. Aliás, para ler esse “simpático” aviso, não é preciso sequer se esforçar muito. Basta subir ou descer pelo elevador; dirigir-se a um estacionamento; ou entrar em um comércio. Por sinal, a presença de câmeras nesses lugares, antes característica de bairros com maior poder aquisitivo, é cada vez mais popular.

Ao andar pela Capital, pode-se afirmar que Fortaleza é uma cidade sob constante vigilância. Diga-se de passagem, não apenas no espaço público, mas cada vez mais no privado, devido à insegurança e ao medo da violência urbana. Para se ter uma idéia, segundo o empresário Carlos Oliveira, presidente do Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado do Ceará (Siesi- CE), ao todo, existem 9.900 câmeras, obtidas por iniciativa privada no Estado.

Conforme esclarece Oliveira, no mercado, há a oferta de dois sistemas de Circuito Fechado de Televisão (CFTV). O chamado comercial, oriundo da China, caracteriza-se pelas câmeras serem mais simples, sem muitos recursos; e o profissional, com mais incrementos de lentes e etc.

Em relação às comercias, no Ceará existem 9.500, sendo 8.000 somente em Fortaleza e o restante no Interior. Já do modelo profissional, são 400, localizando 300 na Capital. “A oferta da segurança eletrônica, no sentido popular, chegou a Fortaleza em 1992, por meio das empresas Prime Eletronic Security e Balta Serviços Eletrônicos. Só três anos depois, o mercado começou a despertar para essa modalidade de segurança”, explica o empresário.

Na opinião dele, com o passar dos anos e a credibilidade no serviço eletrônico crescendo, houve uma procura maior pelos sistemas de TV. Tanto que, agora, não se pode estabelecer um perfil exato dos segmentos que mais buscam a segurança eletrônica.

“O mercado atuava exclusivamente com a segurança física, que cobrava um valor dez vezes superior ao da segurança eletrônica. Com o tempo, o mercado começou a analisar o custo/benefício, além das inúmeras qualidades, sem falhas que a segurança eletrônica já proporcionava. Na verdade, era a eficiência da máquina contra diversas falhas do homem”.

Em números, o presidente do Siese afirma que , no Interior, houve um aumento de 12% na demanda, enquanto que, na Capital, esse percentual foi de 3% em relação ao ano passado. Apesar de o empresário afirmar que 35% dessas máquinas se encontram na Aldeota, ao percorrer a cidade constata-se que até mesmo em bairros com baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) o uso dos aparelhos se faz presente.

De acordo com o cálculo da Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento (Sepla), com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) de 2000, o Pirambu, por exemplo, apresenta um dos menores índices da Capital. A definição leva em conta o nível de educação, renda per capita e longevidade da população. No estudo, o bairro aparece com 0,391, quando o ideal, ou mais apropriado, seria de 0,800.

Porém, até mesmo nele, em que a população possui um poder aquisitivo tão restrito, é possível conferir mercados, farmácias, escritórios e residências com o sistema de segurança eletrônica, que causa a sensação de segurança, em meio aos constantes assaltos, furtos e demais crimes da região.

Afinal, como averigua o sociólogo César Barreira, coordenador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC), assim como a alimentação e a moradia, a segurança tornou-se um das prioridades dos cidadãos.

Como destaca, hoje, as pessoas fazem tudo que é possível para obter a segurança. Como disse, seja essa sensação por meio de cercas elétricas, carros blindados, câmeras, cachorros etc. A idéia de agir por conta própria, como reflete Barreira, deriva da não confiança no poder público em solucionar o problema que tanto aflige.

JANINE MAIA
Repórter

ESTATÍSTICAS

8.000 sistemas de segurança eletrônica do modelo comercial (simples, apenas com a câmera) de circuito fechado de TV estão espalhados pela Capital cearense

300 sistemas de circuito fechado de TV, chamado profissional (de câmeras com mais recursos), estão em Fortaleza

1.500 circuitos do modelo comercial estão instalados, atualmente, no Interior do Estado

100 sistemas profissionais de segurança eletrônica estão localizados em municípios interioranos

12% é a porcentagem, registrada pelo Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado do Ceará, de aumento na demanda do serviço de vigilância no Interior cearense, em relação ao ano passado

3% foi o que aumentou na demanda em Fortaleza, em comparação aos dados de 2007

35% das câmeras de vigilância privada na Capital estão concentradas no bairro Aldeota

70 é a média, prevista pelo Siesi – CE, de empresas que comercializam produtos de segurança eletrônica

30, aproximadamente, são as empresas que fazem monitoramento com envio de viaturas

Fonte: Diário do Nordeste (CE)


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