Seqüestro nada relâmpago


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 18 de julho de 2007

Segurança
Seqüestro nada relâmpago
Sua segurança
HUMBERTO TREZZI
O contador Roberto Bopp experimentou ontem o passeio que ninguém quer dar. Foram 20 horas de terror, a maior parte no porta-malas do próprio carro. Difícil até entender como sobreviveu, pois é um homem grande num carro diminuto.
Infelizmente não se trata de um fato raro. No início deste ano, a média era de 19 seqüestros relâmpagos por mês no Estado. Na época, a Secretaria da Segurança Pública divulgava dados específicos sobre esse tipo de crime. Agora, a estatística tornada pública está diluída em meio aos roubos comuns.
Os assaltantes costumam manter a vítima consigo para evitar que ela comunique o crime. Aproveitam o tempo para saquear a conta bancária do refém. É um crime terrível, porque nunca se sabe quando e como termina. Mesmo a abordagem policial é difícil, exatamente porque o refém está com os bandidos – e nem sempre os policiais sabem disso. Há alguns anos, PMs tentaram resgatar um empresário que era mantido prisioneiro em seu carro por criminosos. Os brigadianos mataram a vítima, no tiroteio com a quadrilha. Menos mal que o resgate de ontem foi bem sucedido. Difícil será, para Bopp, se livrar do trauma.

( humberto.trezzi@zerohora.com.br )


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