Taxista é assassinado – Motorista pode ter sido vítima de assaltantes durante uma corrida


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 28 de abril de 2007

A polícia investiga o assassinato do taxista Leandro Carlos Lenhart, 46 anos, em Erechim. Ele desapareceu depois de sair para fazer uma corrida no fim da tarde de quinta-feira, e seu corpo foi encontrado na manhã de ontem.

Lenhart trabalhava havia 18 anos como taxista e nos últimos três anos ganhou a concessão de um ponto fixo na Avenida Maurício Cardoso, no centro da cidade. Casado e com três filhos, ele não trabalhava à noite para ficar com a família. No final do dia, deixava o carro para um funcionário que fazia o turno da noite e ia para casa. Na quinta-feira, ele recebeu um chamado às 18h30min para uma corrida no bairro São Pedro. Seria a última do dia, mas o taxista não voltou.

– Ele disse que ia pegar uma pessoa num orelhão do ginásio Sinodal e depois não se comunicou mais – contou um colega.

Como o taxista não retornou, os colegas, preocupados, avisaram a família e passaram a ligar para a Brigada Militar e polícias rodoviárias da região, imaginando que Lenhart tivesse sido chamado para uma corrida fora da cidade e sofrido um assalto. Depois de vasculhar por bairros da cidade, a suspeita se confirmou.

O corpo do taxista foi encontrado às 10h de ontem, ainda dentro do carro, um Gol com placas de Erechim. O veículo estava na beira de uma estrada secundária, próxima à rodovia que corta a cidade (BR-153), com as portas fechadas.

Havia sangue no carro e nas roupas do taxista, que foi morto com cerca de cinco facadas nas costas, na mão e no rosto. Ele estava de bruços, com lesões que indicam a tentativa de defesa e de que algo tenha sido tirado do bolso de suas calças.

O corpo só foi removido do local no meio da tarde, depois da realização da perícia por uma equipe de Passo Fundo. Um boné azul, provavelmente pertencente ao assassino, foi encontrado no carro. A principal hipótese é de roubo com morte, embora a sua carteira, o celular e o aparelho de CD tenham ficado no táxi.

( marielise.ferreira@zerohora.com.br )


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