Vaticano revisa segurança depois de queda do papa


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 25 de dezembro de 2009

Vaticano revisa segurança depois de queda do papa

AE-AP – Agencia Estado

CIDADE DO VATICANO – O Vaticano vai revisar procedimentos de segurança depois do incidente ocorrido na noite da véspera de Natal, durante a procissão de entrada da Missa do Galo: uma mulher conseguiu saltar a barreira que a separava do papa Bento XVI e se lançou sobre ele. Susanna Maiolo, de 25 anos, segurou o papa e o derrubou. Bento XVI, que tem 82 anos, saiu ileso do incidente e pode celebrar a missa que começou às 22 horas de ontem (horário de Roma, 19h em Brasília).

A mulher também derrubou o cardeal francês Roger Etchegaray, de 87 anos, que fraturou o fêmur. Susanna tem cidadania suíça e italiana. Foi detida pela equipe de segurança do Vaticano e levada a uma unidade de saúde especializada em transtornos psiquiátricos.

Aos médicos, Susanna disse que não queria machucar o papa, segundo noticiou o jornal italiano La Repubblica. No ano passado, ela também tentou saltar a barreira para chegar a Bento XVI, mas a equipe de segurança conseguiu impedi-la a tempo. Susanna vive na Suíça e, como no ano passado, viajou para Roma apenas para participar da missa de Natal.

O padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, disse que não é realista pensar que o Vaticano pode conseguir segurança total, considerando que o papa está frequentemente rodeado por milhares de pessoas nos eventos que participa. “Parece que (a equipe de segurança) atuou o mais rápido que pôde numa situação em que o risco zero não pode ser atingido”, afirmou Lombardi. Mas o porta-voz garantiu que os chefes de segurança do Vaticano vão estudar o episódio para “tentar aprender com a experiência”.

Foi a primeira vez que um potencial agressor entrou em contato direto com Bento XVI durante seus quase cinco anos de pontificado. Analistas de segurança alertaram várias vezes o Vaticano sobre os riscos inerentes às constantes aparições públicas de Bento XVI, mas Lombardi sublinhou que elas são parte necessária da sua missão.

O incidente trouxe à memória o atentado sofrido pelo papa João Paulo II, em 1981, quando o turco Mehmet Ali Agca acertou dois tiros no abdome do pontífice na Praça de São Pedro.

O Vaticano não exige cédulas de identidade das pessoas que participam das cerimônias. É necessário conseguir um convite que pode ser obtido facilmente quando requisitado com antecedência. A principal medida de segurança são detectores de metais.

Hoje, o papa parecia sereno e com boa saúde durante a bênção natalina. Em sua mensagem, o pontífice pediu solidariedade para os emigrantes forçados a abandonar seus países “por causa da fome, da intolerância e da deterioração ambiental” e dirigiu um apelo a Honduras, onde ocorreu um golpe de Estado em julho, a “retomar o caminho institucional”.

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