Vice-governador fica na mira de dois revólveres – Paulo Feijó foi atacado por três assaltantes quando parou em semáforo


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 8 de janeiro de 2007

MAURO GRAEFF JÚNIOR
Em quase todos os seus discursos de campanha, o vice-governador, Paulo Afonso Feijó, foi enfático ao afirmar que segurança pública deveria ser prioridade, com uma forte repressão à criminalidade.
No quarto dia no cargo, Feijó foi vítima de um crime que assusta os gaúchos: o assalto.
Três homens roubaram o relógio e o telefone celular do vice-governador às 21h30min de quinta-feira, depois de mantê-lo na mira de duas armas.
Ele foi rendido ao parar o carro no semáforo da Avenida Marechal Andrea, no cruzamento com a Avenida Nilo Peçanha, no bairro Boa Vista, em Porto Alegre. Sem perceber a presença dos criminosos, Feijó havia parado a caminhonete Volvo V-70 atrás de um táxi. Foi quando os bandidos saíram de trás de um muro e o atacaram.
– Um deles bateu no vidro com o revólver. Quando eu abri, vi outros dois se aproximarem enquanto o primeiro encostava a arma no meu pescoço. Um colocou a arma na minha cara e outro, no peito. Pediram carteira, relógio e celular. Eu cheguei a dizer que iria descer, mas eles falaram que não queriam o carro – contou Feijó.
Assustado, o vice-governador entregou o celular e o relógio rapidamente. A carteira estava no banco de trás, dentro de uma pasta. Os bandidos viram uma bolsa e tentaram abrir a porta traseira do veículo. Foi quando abriu o sinal e um motorista que estava atrás começou a buzinar.
Os assaltantes fugiram correndo. Feijó viu um quarto homem:
– Fiquei com medo de me virar para trás e eles pensarem que eu fosse reagir. Foi um susto enorme. Me pegaram de surpresa. Ainda bem que não houve agressão.
Feijó seguia sozinho para casa, no bairro Vila Jardim, depois de deixar sua empresa. Duas horas antes, havia dispensado os dois seguranças do governo do Estado que o acompanharam durante todo o dia. Como nunca havia sido assaltado, achou que poderia continuar levando sua rotina, sem proteção particular.
Ontem, depois do susto, avaliava a possibilidade de manter os seguranças do governo em todos os seus deslocamentos.
– Eles (os seguranças) me avisaram que era perigoso. Eu que insisti em ir sozinho. Agora acho que vou precisar mudar alguns hábitos – refletiu.
Feijó é o terceiro integrante do alto escalão do governo estadual a ser vítima recente da violência. No dia 2 de dezembro, o Passat da governadora Yeda Crusius foi roubado. Na terça-feira, o subcomandante da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, teve seu Celta levado por ladrões.
Autoridades vítimas
> 22 de dezembro de 1998 – O Tempra da mulher do vice-governador Vicente Bogo é roubado.
> 14 de janeiro de 1999 – Três adolescentes rendem dois seguranças do governador Olívio Dutra e levam o Omega oficial.
> 9 de fevereiro de 2000 – O carro oficial do presidente da Assembléia, Otomar Vivian (PPB), é levado.
> 13 de dezembro de 2002 – O comandante-geral da BM, Gerson Nunes Pereira, tem o carro roubado.
> 10 de junho de 2003 – PMs da escolta do vice-governador Antonio Hohlfeldt evitam o roubo do carro oficial matando um ladrão e ferindo outro.
> 7 de março de 2004 – Ladrões tentam roubar o carro oficial com um segurança do governador Germano Rigotto. Há tiroteio na frente da residência.
> 29 de junho – Dois ladrões roubam o Vectra do comando-geral da BM.
> 2 de dezembro – O Passat da governadora Yeda Crusius é roubado.
> 2 de janeiro de 2007 – O Celta do subcomandante da BM, coronel Paulo Roberto Mendes, é roubado.

Tags:


Eu quero mais artigos como este!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.