Vítimas de Assalto


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 28 de setembro de 2008

28 de setembro de 2008 | N° 15742 Jornal Zero Hora

VÍTIMAS DE ASSALTO

Ledi de Almeida Carboni, 42 anos, de Alvorada: “No que pisquei o olho, mataram ele”

Em janeiro de 2006, três ladrões mataram o marido de Ledi, Luiz Carboni, 42 anos, dentro do mercado da família, em Alvorada. O comerciante foi assassinado na frente da mulher e de dois filhos.

“A gente sempre fechava às 21h, mas, naquele dia, já eram 21h15min, pois havia clientes. Em um ano, meu marido sofreu nove assaltos e um arrombamento. Até havia fechado o comércio, por uns tempos, porque era muito estressante. Nessa noite, três ladrões entraram. Mandaram todos ficarem quietos, que ninguém se machucaria.

Um deles pegou o meu marido e deu uma gravata. Estava com o revólver engatilhado, apontado para a cabeça do meu marido. Pensei, assustada: ‘Será que vai atirar, não vai atirar’. Meus dois filhos, o Robson e o Fagner, que tinham 14 e 11 anos, estavam apavorados. Por sorte, a Laura, nove anos, não estava. Foi tudo muito rápido. No que pisquei o olho, mataram o meu marido. Ainda deram mais dois tiros no corpo dele, caído, mas erraram. Ele não reagiu, não fez nada. Os meus filhos se deitaram no chão. Pensei que iriam atirar em mim também, mas foram embora. Cinco dias depois, reabri o negócio. Era horrível estar naquele lugar, mas eu tinha de sustentar os três filhos.

Os funcionários desistiram. Para piorar, tive de passar por uma cirurgia. O minimercado começou a dar prejuízo, os fregueses foram diminuindo, afundamos em contas. Em março de 2007, tive de fechar, não houve saída. Desde então, me agarrei a Deus, freqüento a Igreja Evered, evangélica, e rezo muito. Se não fosse pela misericórdia de Deus, acho que não teria forças. Desisti do comércio, hoje faço manicure para sobreviver. Graças a Deus que a família dele e a minha sempre ajudaram. A gente nunca esquece um drama desses. Lembra todos os dias.”

Como agir

– Em caso de assalto, não reaja e tente manter a calma

– Não faça movimentos bruscos, que possam gerar desconfiança no assaltante. Pense que ele pode estar sob o efeito de drogas ou ser inexperiente

– Entregue o que for exigido logo, para diminuir o tempo do assalto e a cobiça do ladrão. Quanto mais coisas ele ver, mais vai querer levar


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